Operação Sem Desconto da PF investiga fraudes em aposentadorias do INSS
A Polícia Federal realiza nova fase da Operação Sem Desconto, focando em associações que desviam aposentadorias do INSS. Oito tornozeleiras eletrônicas e 31 mandados de busca foram cumpridos.

SÃO PAULO – A Polícia Federal (PF) iniciou nesta quarta-feira, 27 de setembro, uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes relacionadas a aposentadorias do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A operação tem como alvo associações que ainda não haviam sido investigadas, mas que são acusadas de realizar descontos indevidos nas aposentadorias dos beneficiários.
Para esta nova fase, foram cumpridas oito ordens cautelares de monitoramento por tornozeleira eletrônica e 31 mandados de busca e apreensão em diversas regiões do Brasil, incluindo o Distrito Federal, São Paulo, Pernambuco e Paraíba. É importante ressaltar que, até o momento, não há parlamentares entre os alvos da investigação.
Dentre as associações investigadas, destacam-se a Associação Amar Brasil Clube de Benefícios e seu ex-presidente, Felipe Macedo Gomes, além de Igor Dias Delecrode, ex-presidente da Associação de Amparo Social ao Aposentado e Pensionista. Até o fechamento desta matéria, as defesas de Gomes e Delecrode não haviam se pronunciado sobre as acusações.
A PF também está de olho em um técnico do INSS, identificado como Everaldo Felício de Macedo, que é suspeito de receber pagamentos de Antônio Camilo Antunes, conhecido como o Careca do INSS e apontado como líder do esquema de fraudes. A defesa de Macedo ainda não se manifestou sobre os fatos que o envolvem.
Esta fase da operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, que, embora tenha recebido pedidos de prisões dos alvos, não autorizou essa medida. Vale mencionar que a operação ocorre após a mudança na coordenação do caso, com o inquérito tendo sido transferido para a Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores (CINQ/CGRC/DICOR/PF). O delegado que estava à frente das investigações na área previdenciária foi substituído após solicitar quebras de sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, que não é alvo desta fase.
Fonte: Amazonas Atual