Pai e madrasta presos após morte de menino de 3 anos em Palmas
Igor Gustavo Veloso de Souza e Kathellen Moreira foram detidos após investigação sobre a morte do filho de 3 anos, Gustavo Veloso Feitosa, inicialmente registrada como afogamento.

Na madrugada desta quinta-feira, 6 de outubro, o advogado Igor Gustavo Veloso de Souza, pai de Gustavo Veloso Feitosa, de apenas 3 anos, e a madrasta Kathellen Moreira foram presos em Palmas, Tocantins. As prisões aconteceram após a Polícia Civil solicitar à Justiça a detenção preventiva do casal, que está sendo investigado pela morte da criança.
Inicialmente, a morte de Gustavo foi registrada como um caso de afogamento, com o pai alegando que o menino teria se afogado na piscina da residência da família. Contudo, a investigação tomou um novo rumo após o laudo do Instituto Médico Legal (IML) não encontrar indícios de afogamento e indicar que a causa da morte estava relacionada a múltiplos traumas, o que direcionou as apurações.
O diretor do IML, Eduardo Godinho, comentou sobre a gravidade do caso, afirmando que a morte de Gustavo foi marcada por “crueldade, insensibilidade e indiferença”. Ele destacou que o estado em que a criança chegou ao IML era incomum, com evidências de violência tanto na face quanto internamente, o que não é comum na atualidade. O primeiro exame confirmou que não havia indicações de afogamento.
A Polícia Civil monitorou o casal em um imóvel onde estavam hospedados. Ao perceber a aproximação dos policiais, eles acionaram a defesa, que informou às autoridades que se apresentariam para cumprir a decisão judicial. Após os trâmites legais no IML, Igor foi encaminhado ao sistema prisional masculino, enquanto Kathellen foi levada para a unidade prisional feminina.
A defesa de Igor Gustavo declarou que o cliente colaborou com as investigações desde o início e se apresentou voluntariamente para o cumprimento do mandado, optando por não comentar sobre as acusações devido ao sigilo das apurações. O caso segue sob investigação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que busca esclarecer os detalhes da trágica morte da criança. É importante ressaltar que Igor e Sabrina da Silva Feitosa, mãe de Gustavo, estavam em processo de separação e enfrentavam disputas judiciais, incluindo um vídeo que circulou nas redes sociais mostrando a criança relutando em ir para a casa do pai, alegando que ele o agredia.
Fonte: D24AM