Pará lidera produção de dendê no Brasil, revela estudo da Fapespa
Um estudo da Fapespa confirma que o Pará é o maior produtor de dendê do país, com crescimento significativo na produção e no emprego na cadeia produtiva.

A Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) divulgou um estudo que destaca a dendeicultura como uma das cadeias mais dinâmicas do agronegócio brasileiro. De acordo com a pesquisa, o estado do Pará é o principal responsável pela produção de dendê no Brasil, consolidando-se como um eixo estratégico do setor nos últimos anos.
A Nota técnica intitulada “A Conjuntura Econômica e Ambiental do Dendê 2026” apresenta dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que revelam um crescimento impressionante na produção nacional de dendê, que saltou de 242,8 mil toneladas em 1988 para 3,2 milhões de toneladas em 2024. Isso representa um aumento superior a 13 vezes nesse período, com um ritmo de crescimento acelerado a partir dos anos 2000.
Entre 2023 e 2024, a produção de dendê no Brasil cresceu 11,2%, passando de 2,9 milhões para 3,2 milhões de toneladas, impulsionada principalmente pelo desempenho do Pará. O estado ampliou sua produção de 2,8 milhões para 3,1 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 10,4% e assegura a participação do Pará em aproximadamente 97,1% da produção nacional.
Além de liderar a produção, o Pará também se destaca na geração de empregos vinculados à dendeicultura, concentrando cerca de 92% das vagas diretas e indiretas no setor no Brasil. O professor Márcio Ponte, responsável pelo estudo, enfatiza que “se o Pará é campeão na produção de dendê, a geração de empregos é também proporcional, com 92% das vagas diretas e indiretas dessa cadeia produtiva”.
O estudo também aponta que a dendeicultura em Pará tem um impacto positivo no meio ambiente, associada à recuperação de áreas degradadas e ao sequestro de carbono. Com mais de 200 mil hectares reflorestados, a capacidade de captura de CO₂ por florestas de dendê cultivado no estado atingiu mais de 13 milhões de toneladas em 2024. O presidente da Fapespa, Marcel Botelho, ressalta a importância do dendê não apenas para a indústria alimentícia, mas também para a produção de biocombustíveis, fundamentais na redução da pegada de carbono.
Fonte: Portal Amazônia