Pará se destaca como líder na produção de cacau no Brasil
O Pará superou a Bahia na produção de cacau, representando mais de 50% da riqueza do setor, com crescimento significativo nas exportações para o Japão.

O Estado do Pará se firmou como o principal polo da cacauicultura brasileira, superando a Bahia em volume e valor de produção. De acordo com a nota técnica da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), intitulada "O Contexto Ambiental e Econômico do Cacau 2026", o Pará agora é responsável por 50,6% do valor total da produção de cacau no Brasil.
Nos últimos anos, o Pará apresentou um crescimento notável na produção, com o valor real da cacauicultura nacional saltando 208,3% entre 2023 e 2024. Este aumento significativo foi impulsionado pela valorização dos preços e pela eficiência das lavouras paraenses. Em termos de volume, o Estado respondeu por 46,2% da produção nacional em 2024, enquanto a Bahia ficou com 46,1%.
Os municípios de Medicilândia, Uruará e Placas, localizados na Região de Integração do Xingu, são os principais responsáveis por essa produção, destacando-se nas primeiras posições do ranking nacional. Essa trajetória de expansão demonstra não apenas a capacidade produtiva do Pará, mas também um aumento na participação e no valor gerado no setor cacaueiro.
O diretor de Estudos e Pesquisas da Fapespa, Márcio Ponte, enfatizou a relevância dessa mudança de protagonismo: "Quando se fala de cacau, a referência frequentemente é a Bahia, mas o Pará já ultrapassou essa marca. Hoje, somos responsáveis por 46,2% da produção, enquanto a Bahia é responsável por 46,1%. Em termos de riqueza, o Pará representa mais de 50% do valor total gerado no Brasil com a cultura do cacau."
Além do impacto econômico, a cultura do cacau no Pará também desempenha um papel importante na agenda ambiental. O estudo da Fapespa revela que a área reflorestada com cacau no Estado aumentou de 38 mil para 165 mil hectares entre 2000 e 2024, permitindo uma captura de CO₂ de 19,8 mil toneladas anuais. Assim, o cacau se consolida como uma atividade estratégica para o desenvolvimento regional e a preservação ambiental.
Fonte: Portal Amazônia