Parque Estadual Monte Alegre: Protagonismo Comunitário e Preservação Cultural
O Parque Estadual Monte Alegre, no Pará, destaca-se pela preservação de sítios arqueológicos e pela promoção do turismo comunitário, beneficiando a economia local.

O Parque Estadual Monte Alegre (Pema), situado no município de Monte Alegre, na região do Baixo Amazonas, é um dos destinos mais atrativos do Pará para quem busca experiências que unem natureza, história e cultura. Sob a gestão do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio), a unidade de conservação destaca-se pela aliança entre a proteção de sítios arqueológicos e o incentivo ao turismo de base comunitária.
Com um total de nove pontos turísticos abertos à visitação, o parque abriga vestígios de ocupações humanas que datam de mais de 12 mil anos. As pinturas rupestres, formações rochosas e cavernas têm atraído tanto pesquisadores quanto turistas, solidificando a importância do parque como um patrimônio histórico e cultural inestimável, não apenas para o estado do Pará, mas também para o Brasil como um todo.
Além do rico patrimônio arqueológico, o Parque Estadual Monte Alegre é conhecido por suas paisagens naturais e pela diversidade de trilhas que oferece. Duas rotas oficiais fazem parte da Rede Brasileira de Trilhas de Longo Curso, permitindo que visitantes de diferentes níveis de experiência possam se conectar com a natureza. A Trilha do Ererê, por exemplo, é uma das mais visitadas e leva os turistas a uma imersão na história da vila homônima, sempre acompanhados por guias locais que enriquecem a experiência com relatos sobre a cultura da região.
A Trilha Paytuna, com cerca de 30 quilômetros, é ideal para ciclistas e passa pelas comunidades de Santana e Paytuna, alcançando a área sul do parque, onde se encontra a Pedra do Pilão. O percurso é perfeito para aqueles que buscam aventura e um contato direto com as belezas naturais da Amazônia, mas é importante que os visitantes estejam preparados, utilizando roupas leves e calçados adequados, além de levar água e protetor solar.
O turismo de base comunitária é um ponto forte do Pema, com as comunidades de Santana, Ererê e Maxirá oferecendo pratos típicos que fortalecem a economia local. As visitas podem ser agendadas com condutores credenciados, muitos dos quais são oriundos das comunidades tradicionais, destacando o protagonismo local e a valorização dos conhecimentos culturais. Mazinho de Brito, um dos condutores, enfatiza a importância de compartilhar histórias e saberes que atravessam gerações durante as trilhas, enquanto Itajury Kishi, gerente da Região Administrativa da Calha Norte I, ressalta a importância de equilibrar conservação ambiental e geração de renda.
Fonte: Portal Amazônia