Pescador descobre macaco-velho em Rondônia e faz registro raro
Durante uma pescaria, João Cordeiro encontrou um macaco-velho, animal que se camufla nas copas das árvores. A espécie é comum na Amazônia, mas raramente é vista.

Em uma de suas pescarias, o pescador João Cordeiro se deparou com um animal intrigante no topo de uma árvore. O macaco-velho, que possui uma aparência que combina características de uma águia e um bicho-preguiça, chamou sua atenção pela lentidão e pelo longo rabo.
João inicialmente confundiu o animal e pensou que se tratava de uma preguiça. No entanto, ao notar o tamanho do rabo, percebeu que era algo diferente. “Fiquei curioso, voltei para casa e mostrei para uns amigos, que me disseram que era um macaco da nossa região,” explicou o pescador.
Embora o macaco-velho não seja uma espécie rara, ele geralmente passa despercebido devido ao seu habitat nas copas das árvores, onde se esconde da vista humana. Segundo o biólogo Flávio Terassini, esses primatas são frequentemente solitários ou formam pequenos grupos e evitam descer ao chão da floresta para não serem predados por onças e jaguatiricas.
A Amazônia abriga mais de 100 espécies diferentes de primatas, e o macaco-velho é uma delas. Ele se destaca pela pelagem volumosa e pelos movimentos lentos, que facilitam sua camuflagem entre as folhas e galhos. O biólogo ressalta que a aparência do animal é semelhante a um echarpe ou um casaco, o que ajuda na sua defesa contra predadores.
O macaco-velho se alimenta de frutos, insetos e pequenos invertebrados, e mesmo vivendo nas copas das árvores, ele faz parte da cadeia alimentar. Predadores como o gavião real e algumas cobras, como a jibóia, podem se alimentar desse primata, evidenciando a complexidade da fauna amazônica.
Fonte: Portal Amazônia