Pesquisa da UFMA sobre descarbonização do Porto do Itaqui é premiada nacionalmente
Um estudo da UFMA sobre as emissões de CO2 no Porto do Itaqui recebeu o 1º lugar no CNIT 2025, destacando inovações na descarbonização portuária.

Um estudo desenvolvido pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) no Instituto de Energia Elétrica (IEE) foi reconhecido ao conquistar o 1º lugar no Congresso Nacional Integra Portos (CNIT) 2025. O artigo, intitulado “Descarbonização do Porto do Itaqui: levantamento da estimativa das emissões de CO2 pelos navios enquanto atracados entre 2022 e 2024”, foca na mensuração das emissões de gases de efeito estufa durante as operações portuárias.
A pesquisa analisou as emissões de 2022 a 2024, utilizando como referência a tecnologia Onshore Power Supply (OPS), já aplicada em portos de destaque na Europa, como Valência e Rotterdam. Essa tecnologia permite que os navios conectem-se à rede elétrica local enquanto estão atracados, diminuindo significativamente a emissão de CO2.
De acordo com Clóvis Oliveira, professor do curso de Engenharia Elétrica da UFMA, o Brasil ainda não possui infraestrutura para a aplicação dessa tecnologia em grandes embarcações de carga. A pesquisa visa servir como um guia para a futura implementação do OPS no Porto do Itaqui, adaptando soluções testadas em outros países à realidade brasileira.
O estudo foi financiado pela Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP) e contou com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA). A equipe da UFMA que participou do projeto inclui os professores Clóvis Oliveira, Darliane Ribeiro, José Gomes, Shigeaki Lima, Hercules Oliveira e o mestrando Vitor Santos.
Atualmente, o transporte marítimo representa cerca de 3% das emissões globais de CO2, e esse percentual deve aumentar nas próximas décadas, enfatizando a necessidade de soluções de mitigação. As experiências da Europa, onde a OPS já é uma prática comum, evidenciam a importância de avançar nessa discussão no Brasil, onde a falta de uma legislação específica ainda impede um desenvolvimento mais rápido.
Fonte: Portal Amazônia