Indígenas Cinta Larga entregarão 2 toneladas de castanha-da-Amazônia ao CRAS
Indígenas Cinta Larga entregarão 2 toneladas de castanha-da-Amazônia ao CRAS de Espigão D’Oeste, em projeto do PAA com investimento de R$ 147 mil e duração de 24 meses.

A Associação dos Produtores, Artesãos e Manejadores Indígenas (APAKKU MAAJ), que reúne agricultores do povo indígena Cinta Larga em Espigão D’Oeste, Rondônia, irá entregar aproximadamente 2 toneladas de castanha-da-Amazônia ao Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do município. O acordo foi autorizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) no final de março e tem duração prevista de 24 meses.
O projeto é executado pela Conab na modalidade de Compra com Doação Simultânea (CDS) do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). O investimento destinado ao apoio à comercialização é de pouco mais de R$ 147 mil, recursos repassados pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) para a aquisição dos produtos.
A iniciativa fomenta o extrativismo e o desenvolvimento sustentável, além de destacar o papel do PAA na inclusão produtiva dos segmentos sociais abrangidos pela Política Nacional da Agricultura Familiar e Empreendimentos Familiares Rurais. A APAKKU MAAJ possui 200 membros e foi constituída em 2025, com o objetivo de comercializar matérias-primas agrícolas, entre elas a castanha-do-brasil coletada em floresta nativa.
O empreendimento coletivo também desenvolve iniciativas em prol da valorização da cultura do povo Cinta Larga e da defesa dos direitos indígenas. O Programa de Aquisição de Alimentos, criado há mais de 20 anos no âmbito da estratégia Fome Zero, une o incentivo à produção de agricultores familiares ao fornecimento de alimentos a pessoas em situação de vulnerabilidade e insegurança alimentar.
Coordenado pelo MDS, em parceria com os ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e da Fazenda, o PAA é executado pela Conab, além de estados e municípios. Por meio do programa, a Conab compra produtos da agricultura familiar, assegurando renda aos produtores, e os alimentos adquiridos são destinados ao abastecimento da rede socioassistencial e a equipamentos públicos de segurança alimentar e nutricional.
A castanha-da-Amazônia, fruto da castanheira-da-Amazônia, é uma amêndoa de relevante valor nutricional, composta de 60% a 70% de lipídios e de 15% a 20% de proteína, segundo a Embrapa. Além da alimentação, é utilizada no artesanato e na produção de cosméticos, sendo uma potencial fonte de renda para beneficiários das políticas públicas da agricultura familiar, incluindo povos indígenas, silvicultores e extrativistas.
Fonte: Portal Amazônia