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Pesquisador do Inpa é o primeiro brasileiro a ganhar a Le Cren Medal

Adalberto Val é o primeiro brasileiro a ser agraciado com a Le Cren Medal, prêmio da Fisheries Society of the British Isles. A cerimônia acontece em 30 de julho na Inglaterra.

Carlos Eduardo Lima2 min de leiturapesquisa, ciência, Amazônia
Pesquisador do Inpa é o primeiro brasileiro a ganhar a Le Cren Medal
Foto: Foto: Divulgação

O pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), Adalberto Luis Val, fez história ao se tornar o primeiro brasileiro a receber a Le Cren Medal. Esta honraria é a mais alta distinção da Fisheries Society of the British Isles (FSBI) e será entregue em uma cerimônia marcada para o dia 30 de julho na Universidade de Southampton, na Inglaterra.

A Le Cren Medal é concedida a pesquisadores e equipes que se destacam pela contribuição na biologia, conservação e divulgação da ciência dos peixes. A premiação homenageia a carreira e o trabalho de indivíduos que dedicam suas vidas à pesquisa e à proteção dos ecossistemas aquáticos.

De acordo com a Fisheries Society of the British Isles, a trajetória de Adalberto Val trouxe visibilidade internacional à ciência desenvolvida na Amazônia, além de aumentar a compreensão sobre como os peixes tropicais reagem a condições ambientais extremas. Val expressou sua gratidão, afirmando: "É um momento super especial na minha carreira. Coroa um trabalho conjunto de mais de 40 anos na região".

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Natural de Campinas, São Paulo, Val chegou a Manaus em 1981 para realizar mestrado e doutorado no Inpa, onde se tornou servidor em 1982. Juntamente com sua esposa, a pesquisadora Vera Maria Fonseca de Almeida-Val, fundou o Laboratório de Ecofisiologia e Evolução Molecular (LEEM), que se tornou uma referência no estudo da fisiologia e evolução de peixes amazônicos.

Com uma experiência de 44 anos no Inpa, Adalberto Val é autor de mais de 280 artigos científicos e 22 livros, acumulando mais de 10 mil citações em sua produção acadêmica. Ele coordena atualmente projetos que investigam os efeitos das mudanças climáticas na maior bacia hidrográfica do mundo, incluindo estudos sobre a mortalidade de peixes durante a seca de 2023.

Fonte: Portal Amazônia

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