Pesquisadores da UFMA colaboram na recuperação do Rio Santa Bárbara
Após 30 anos sendo considerado morto, o Rio Santa Bárbara inicia sua recuperação com ações coletivas. Projeto Reviva Rio envolve pesquisadores e a comunidade local.

Após ser considerado morto por cerca de três décadas, o Rio Santa Bárbara, situado na zona rural de São Luís, começa a apresentar sinais de recuperação, resultado de um esforço conjunto que combina ciência, mobilização social e educação ambiental. Na última sexta-feira, 31, uma equipe de pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente (PRODEMA) da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) esteve envolvida em mais uma atividade do projeto Reviva Rio, que visa recuperar as nascentes degradadas da região.
Durante a ação, os pesquisadores realizaram o mapeamento das nascentes e um levantamento topográfico da área utilizando tecnologia GPS RTK, um equipamento de alta precisão. Essa abordagem permitirá detalhar a rede de drenagem da bacia hidrográfica, essencial para desenvolver estratégias eficazes para a recuperação das nascentes.
Leonardo Soares, vice-reitor da UFMA e pesquisador do PRODEMA, enfatizou a importância da contribuição da universidade para o projeto. "Atuamos na análise de qualidade da água e em várias práticas de educação ambiental, além do plantio de mudas nas áreas afetadas. Isso representa uma grande ação de extensão e inovação tecnológica, que está vinculada a uma agenda internacional com a Universidade de Alicante, chamada SAVE, permitindo que o mundo acompanhe este estudo de caso na restauração da bacia hidrográfica de São Luís”, destacou.
Além de promover a produção científica, a iniciativa também oferece uma valiosa oportunidade de aprendizado para os estudantes. Ítalo Gabriel, aluno do curso de Geografia da UFMA, expressou que a experiência aproxima os futuros profissionais da realidade local, ampliando sua compreensão sobre a interação entre sociedade e natureza. "Essa ação é muito significativa para meu currículo, pois a geografia estuda a relação entre os aspectos físicos e humanos do espaço desenvolvido pelo homem”, afirmou.
As ações do projeto Reviva Rio incluem, além do mapeamento das nascentes, a remoção de lixo e sedimentos orgânicos na região. Desde março, mais de 30 atividades foram realizadas, resultando em um aumento no fluxo das nascentes, o que traz esperança para a recuperação total do rio. O líder do projeto, Márcio Cruz, ressaltou que a participação da comunidade científica é fundamental para garantir que as ações sejam fundamentadas em dados técnicos, essenciais para um trabalho eficaz de revitalização.
Fonte: Portal Amazônia