Pesquisadores exploram biodiversidade na Serra do Aracá, no AM
Cerca de 16 pesquisadores da USP realizam extensa coleta de fauna e flora na Serra do Aracá, no extremo norte do Amazonas, em busca de novas espécies.

Pesquisadores do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP) iniciaram uma nova fase de pesquisa na Serra do Aracá, situada no extremo norte do Amazonas. Essa região, que faz fronteira com a Venezuela, é conhecida por sua biodiversidade rica e complexa.
Entre agosto e setembro, aproximadamente 16 especialistas em áreas como botânica, zoologia e parasitologia estiveram em campo. Durante quase três semanas, eles realizaram uma coleta minuciosa de diversos animais e plantas, considerada a maior incursão científica já realizada na Serra do Aracá.
A Serra do Aracá possui um conjunto montanhoso com altitudes que variam entre 1.300 a 1.700 metros, abrigando ecossistemas únicos. De acordo com Miguel Trefaut Rodrigues, professor emérito da USP e líder da expedição, os pesquisadores coletaram cerca de duas mil exsicatas de plantas, 400 répteis e anfíbios e aproximadamente 200 aves.
Além disso, foram coletadas amostras de sangue de vertebrados e uma série de parasitas importantes. O professor Rodrigues enfatiza a relevância das amostras de solo, que permitirão estudar as mudanças na vegetação ao longo dos milênios e a saúde dos ecossistemas em comparação com áreas degradadas.
A análise genética do material coletado será realizada nos laboratórios da USP, um processo que pode levar até dois anos. Esta expedição é a terceira de um projeto de mapeamento da biodiversidade das terras altas da Amazônia, seguindo estudos anteriores no Pico da Neblina em 2017 e na Serra do Imeri em 2022. Miguel reforça que ainda há muito por ser descoberto, indicando que apenas 5% a 6% das regiões elevadas da Amazônia foram exploradas até agora.
Fonte: D24AM