Plano de saúde de 30 mil trabalhadores da educação é suspenso no Amazonas
Plano de saúde de 30 mil trabalhadores da educação estadual é suspenso pela Hapvida por dívida de R$ 52 milhões do Governo do Amazonas. Sindicato planeja ato público.

MANAUS — Cerca de 30 mil trabalhadores da educação da rede pública estadual ficaram sem plano de saúde nesta quarta-feira (5) após a Hapvida Assistência Médica suspender os serviços prestados à Seduc (Secretaria de Educação do Amazonas) devido ao atraso no pagamento pelo Governo do Amazonas. Segundo a operadora, a dívida alcança R$ 52 milhões.
Desde 2023, após uma disputa judicial envolvendo tentativas da Seduc de rescindir o contrato e substituir a operadora, a Hapvida presta os serviços sem cobertura contratual. Nesse modelo, ao fim de cada mês, após realizar os atendimentos, a Hapvida apresenta a cobrança ao Governo do Amazonas, que precisa reconhecer a despesa e autorizar o pagamento por meio de indenização. O custo mensal é de aproximadamente R$ 7,4 milhões.
De acordo com a Hapvida, o Governo do Amazonas deve sete mensalidades, além de um débito remanescente de 2022. A dívida total é estimada em R$ 52 milhões. Dados do Portal da Transparência mostram que a Seduc pagou R$ 44 milhões à operadora em 2023 e 2024. A maior parte do valor corresponde a serviços prestados em 2023, enquanto apenas uma parcela se refere a janeiro deste ano.
Esta é a quinta suspensão dos atendimentos desde 2019. Em razão da suspensão, o Sinteam (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas) cogita realizar um ato público na segunda-feira (10), em frente à sede do Governo do Estado, em Manaus, para cobrar a retomada dos serviços. A presidente do sindicato, Ana Cristina Rodrigues, classificou a situação como grave porque atinge milhares de servidores e seus dependentes, muitos deles em tratamento médico.
O ATUAL solicitou esclarecimentos ao Governo do Amazonas sobre o atraso nos pagamentos, a prestação dos serviços sem contrato vigente, a demora na conclusão da licitação e as medidas adotadas para restabelecer o plano de saúde. Até a publicação desta matéria, nenhuma resposta havia sido enviada.
Fonte: Amazonas Atual