Policial Civil do AM é condenada a 23 anos por roubo e extorsão
Viviane Monteiro de Almeida, investigadora da Polícia Civil do Amazonas, foi condenada por roubo e extorsão em um esquema criminoso. A sentença foi proferida pela juíza Patrícia Macedo de Campos.

MANAUS - A investigadora da Polícia Civil do Amazonas, Viviane Monteiro de Almeida, foi sentenciada a 23 anos, 2 meses e 13 dias de prisão por sua participação em um grupo que se apresentava como policiais para realizar invasões em residências, roubar bens e extorquir dinheiro de suas vítimas em Manaus. A decisão foi assinada em 9 de julho pela juíza Patrícia Macedo de Campos, da 8ª Vara Criminal da Comarca de Manaus.
Além de Viviane, outros três indivíduos também foram condenados. Samuel da Costa Matos recebeu uma pena de 19 anos, 10 meses e 20 dias, enquanto Alessandro Freire Naranjo e Jefferson Cavalcante Marcolino foram condenados a 16 anos, 6 meses e 27 dias de reclusão cada um. Todos os réus deverão cumprir suas penas em regime fechado.
Conforme os autos do processo, o grupo criminoso utilizava distintivos, coletes táticos, algemas e mandados falsificados para se passar por policiais durante as abordagens. Um dos casos mais emblemáticos ocorreu em agosto de 2025, quando os acusados invadiram a casa de uma mulher, a algemaram e exigiram transferências bancárias sob ameaça, resultando em um prejuízo de R$ 15 mil para a vítima, entre dinheiro e valores enviados via Pix.
A juíza Patrícia Macedo de Campos ressaltou que a condenação foi fundamentada em um robusto conjunto de provas, que incluíam mensagens do celular da investigadora, relatórios de dados telemáticos, extratos bancários e imagens de câmeras de segurança. “O conjunto probatório submetido à análise reúne elementos suficientes”, declarou a magistrada em sua decisão.
A investigação revelou que as mensagens trocadas pelos réus mostraram o planejamento das ações, o monitoramento da vítima e a divisão dos valores obtidos. Apesar das condenações, a juíza não acolheu a acusação de associação criminosa, afirmando que as provas demonstraram a atuação conjunta dos réus, mas não evidenciaram a existência de uma organização criminosa estável. Os réus foram condenados por extorsão e roubo, entre outros crimes, e a pena de Viviane foi agravada devido à violação de seu dever para com a Administração Pública, resultando também na perda de seu cargo público.
Fonte: Amazonas Atual