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Postos de combustíveis têm prazo estendido para operar sem estoques mínimos

A ANP prorrogou a flexibilização para que postos e distribuidores operem sem estoques mínimos de combustíveis até 30 de junho, visando conter aumentos de preços.

Ana Beatriz Souza2 min de leituraANP, combustíveis, preços
Postos de combustíveis têm prazo estendido para operar sem estoques mínimos
Foto: (Foto: © Fernando Frazão/Agência Brasil)

Brasília – A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) anunciou uma prorrogação de dois meses para a flexibilização que permite a produtores e distribuidores operarem sem a obrigatoriedade de manter estoques mínimos de gasolina e óleo diesel. Essa nova data se estende até 30 de junho, oferecendo um alívio ao setor durante um período desafiador.

A decisão foi inicialmente implementada em 19 de março e tinha validade até 30 de abril. O principal objetivo dessa medida é garantir o abastecimento em todo o país e mitigar a alta nos preços dos derivados de petróleo, uma situação que se agravou devido ao conflito no Irã.

Com a suspensão da exigência de manter estoques mínimos, os produtores e distribuidores têm a liberdade de oferecer mais combustíveis ao mercado. Isso ajuda a aliviar a pressão sobre a demanda e, assim, pode resultar em uma contenção no aumento dos preços.

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“A flexibilização visa aproximar os estoques da ponta de consumo e ampliar a fluidez de suprimento ao mercado”, afirmou a ANP, que está vinculada ao Ministério de Minas e Energia. A Resolução 949/2023 estabelece que os produtores e distribuidores devem manter estoques semanais de gasolina A e diesel A (S10 e S500).

A ANP comunicou oficialmente a prorrogação aos produtores e distribuidores no dia 17 de maio. Essa medida faz parte de um conjunto de ações do governo federal para frear a escalada nos preços dos derivados, que começou após os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro. O bloqueio do estreito de Ormuz, uma importante rota de transporte de petróleo, contribuiu para as interrupções no fornecimento e, consequentemente, para o aumento dos preços no Brasil, que importa cerca de 30% do diesel que consome.

Fonte: D24AM

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