Prefeito de Manaus libera pagamento antes da conclusão de UBS com atraso
A gestão do prefeito Renato Júnior tem sido criticada por pagar quase R$ 1,8 milhão à empresa responsável pela UBS Áugias Gadelha antes da finalização da obra, que está 15 meses atrasada.

A administração municipal de Manaus, liderada pelo prefeito Renato Júnior, está enfrentando críticas devido a um modelo de execução de obras que fere as normas de contratações públicas. Esse modelo, conhecido como regra de zero para as construtoras, garante o pagamento das empresas antes da entrega das obras, resultando em sérios prejuízos à população.
Um caso emblemático é o da Unidade Básica de Saúde (UBS) Áugias Gadelha. A prefeitura já liberou 96% de um orçamento total de R$ 1,8 milhão para essa obra, a qual apresenta um atraso de 15 meses em sua conclusão. Ao desembolsar R$ 1,79 milhão antes da entrega, a gestão municipal priorizou o pagamento à empresa em detrimento da saúde da população, que ficou sem assistência durante meses.
Esse procedimento coloca a empresa em controle do cronograma de execução da obra, que pode ser ajustado conforme sua conveniência. O prefeito Renato Júnior, que era secretário de Infraestrutura e vice-prefeito quando as obras se iniciaram, se tornou um fiador político e administrativo do contrato desde sua assinatura, o que levanta questões sobre a responsabilidade na gestão pública.
A insatisfação do chefe do Executivo ficou evidente durante uma recente inauguração, quando ele demonstrou dificuldades em lidar com as críticas da imprensa. Essa situação reflete a tensão entre a administração pública e os anseios da população, que espera por serviços essenciais como a saúde.
É fundamental que a administração municipal reavalie suas práticas e busque soluções que garantam a eficiência na entrega de serviços à população, ao mesmo tempo em que respeita as normas de contratações públicas. A situação da UBS Áugias Gadelha é apenas um exemplo dos desafios enfrentados pela gestão pública em Manaus.
Fonte: D24AM