Procuradora Rebeca Ramagem acumula afastamentos enquanto se licencia para eleição
Rebeca Ramagem, procuradora de Roraima, está afastada de suas funções desde novembro de 2025, acumulando férias e licenças. Atualmente, ela se licencia para concorrer a deputada federal no Rio de Janeiro.

Desde sua viagem aos Estados Unidos em novembro de 2025, a procuradora do estado de Roraima, Rebeca Ramagem, tem estado afastada de suas funções por cerca de nove meses. Durante esse período, ela acumulou férias, licença-prêmio e outros afastamentos que a mantiveram distante do cargo.
Atualmente, Rebeca está em licença remunerada para atividades políticas, com validade de três meses a partir de 4 de julho de 2026, conforme informações da Procuradoria-Geral do Estado de Roraima (PGE-RR). Entretanto, apesar de estar com a licença, ela não tem recebido os valores referentes a esse afastamento, pois suas contas bancárias estão bloqueadas por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
Antes de solicitar a licença eleitoral, Rebeca apresentou um atestado médico que era válido até 19 de fevereiro de 2026. No entanto, como não compareceu à perícia médica obrigatória, sua justificativa para o afastamento não foi homologada. O pedido de avaliação por telemedicina foi negado, e a situação entre 7 de janeiro e 20 de fevereiro de 2026 ainda está sob análise pelo Tribunal de Justiça de Roraima, onde a procuradora deverá justificar 45 dias de ausência.
A PGE-RR destacou que Rebeca não possui autorização para atuar em regime de teletrabalho desde 2020, quando a permissão para trabalho remoto foi revogada após um pedido dela mesma. Desde então, sua lotação tem sido exclusivamente presencial. Rebeca, no entanto, contradiz essa versão nas redes sociais, alegando ser alvo de perseguição e considerando a exigência de retorno ao trabalho presencial como uma medida “desproporcional e arbitrária”.
Rebeca Ramagem anunciou sua pré-candidatura à Câmara dos Deputados pelo Rio de Janeiro em julho de 2026, afirmando que sua família tem sofrido perseguições por defender o que considera “o melhor para o Brasil”. Com apoio da família Bolsonaro, ela pretende fortalecer o cumprimento das leis e proteger “as famílias brasileiras” de abusos e perseguições. Seu marido, Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin, foi condenado a 16 anos de prisão em setembro de 2025 e deixou o Brasil, sendo detido posteriormente nos Estados Unidos.
Fonte: D24AM