Proibição da bandeira LGBT+ no Congresso gera polêmica em Brasília
Ativistas foram impedidos de estender a bandeira do orgulho LGBTQIA+ em ato no Congresso. A polícia alegou falta de autorização, gerando protestos da comunidade.

BRASÍLIA – No último domingo (28), durante as celebrações do Dia do Orgulho LGBTQIA+, uma ação pacífica foi interrompida por policiais legislativos da Câmara dos Deputados. Ativistas que levaram uma bandeira de aproximadamente 50 metros, com as cores do arco-íris, foram impedidos de estendê-la no gramado em frente ao Congresso Nacional, em Brasília.
Segundo o ativista Michel Platini, o grupo, composto por pelo menos 20 pessoas, chegou ao local antes das 10h e, ao estender a bandeira, foi abordado por viaturas da polícia. Platini relatou que, ao perceber a presença policial, o grupo se ajoelhou para demonstrar que não estavam armados e que desejavam apenas realizar um ato pacífico.
O ativista explicou aos policiais que a bandeira representava o orgulho da comunidade LGBTQIA+ e a resistência contra as violências sofridas. Ele destacou que, apesar de terem informado com mais de 24 horas de antecedência sobre o ato, os policiais alegaram que não havia autorização para a manifestação, infringindo o direito à manifestação pacífica garantido pela Constituição.
Platini criticou a ação policial, lembrando que enquanto atos antidemocráticos ocorridos em janeiro de 2023 não foram reprimidos, o ato do grupo foi interrompido sem justificativa. Ele afirmou que essa hostilidade reflete a violência estatal contra a comunidade LGBTQIA+ e que o Grupo Estruturação e o Centro Brasiliense de Defesa dos Direitos Humanos do Distrito Federal pretendem pedir uma investigação sobre a conduta dos policiais.
Outro ativista presente, o designer Rafael Lira, de 39 anos, expressou seu temor com a abordagem policial e a presença das viaturas, descrevendo a situação como confusa e desnecessária. O deputado distrital Fábio Felix, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Câmara Distrital do DF, se comprometeu a solicitar explicações sobre a conduta da polícia. A assessoria de comunicação da Câmara dos Deputados não se manifestou sobre o ocorrido até o fechamento desta reportagem.
Fonte: Amazonas Atual