Projeto Escola ESG de Manaus ganha destaque e pode ser expandido globalmente
Iniciativa de educação em sustentabilidade em escolas públicas de Manaus é reconhecida internacionalmente e pode ser aplicada em outras instituições no Brasil e na Europa.

Um projeto inovador criado em escolas públicas de Manaus está se destacando no cenário científico por sua abordagem em sustentabilidade, inovação e empreendedorismo. O Projeto Escola ESG, idealizado pelo professor Marcelo Brito da Silva, foi desenvolvido entre 2023 e 2024 e já teve sua metodologia publicada em um artigo científico, com outro estudo aceito pela Springer, uma das principais editoras científicas do mundo.
O principal objetivo do projeto foi conectar o aprendizado em sala de aula com a realidade de empresas e instituições que atuam com práticas sustentáveis. Durante dois anos, os alunos participaram de visitas pedagógicas, oficinas e atividades práticas que os ajudaram a entender a importância de temas ambientais e sociais na rotina das organizações. O projeto foi implementado em três escolas da capital amazonense: o Colégio Militar da Polícia Militar VII (CMPM VII), a Escola Estadual Professor Octávio Mourão e a Escola Estadual Inspetora Dulcineia Varela Moura.
Ao todo, foram realizadas 19 visitas pedagógicas, contabilizando 653 EduCotas, um termo criado para medir a participação dos estudantes nas atividades com empresas parceiras. Para o professor Marcelo Brito, o resultado mais significativo foi ampliar a visão dos estudantes sobre suas futuras possibilidades profissionais. Eles não foram meros visitantes; interagiram com as empresas, fazendo perguntas e observações que os ajudaram a enxergar novas oportunidades.
O reconhecimento do projeto se estende além das publicações científicas. A metodologia foi apresentada no VIII Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa, realizado em Manaus em 2025. Os alunos também desenvolveram seus próprios projetos, como um telejornal sobre combustível sustentável de aviação e a fabricação de biojoias utilizando materiais reaproveitados, demonstrando a criatividade e o engajamento dos jovens com as questões ambientais.
Com a validação científica e o sucesso nas escolas, o Projeto Escola ESG está prestes a entrar em uma nova fase, buscando expandir sua metodologia para outras instituições de ensino no Brasil e na Europa. O professor Marcelo Brito está desenvolvendo uma pesquisa em Portugal para adaptar a experiência a diferentes contextos educacionais, mostrando que iniciativas locais podem gerar reflexos positivos em outros lugares do mundo.
Fonte: Portal Amazônia