Promotor de Justiça nega retorno de policiais militares a antiga carceragem
O promotor Igor Starling descartou que policiais militares presos em Manaus voltem para unidade anterior, considerando-a insalubre e insegura.

MANAUS – O promotor de Justiça Igor Starling, da Auditoria Militar do Ministério Público do Amazonas, afirmou que não há chance de os policiais militares que estão detidos no Núcleo Prisional da Polícia Militar do Amazonas, localizado na BR-174, zona rural de Manaus, retornarem para a antiga carceragem na zona norte da cidade.
Starling explicou que o local anterior era insalubre e não oferecia a segurança necessária. Essa decisão ocorre após pedidos dos policiais amotinados para que fossem transferidos de volta para a antiga unidade, mas o promotor não vê viabilidade nessa mudança. “Não se tem nenhuma perspectiva de alteração. Retorno para aquela [carceragem] anterior, para o prisional militar, não vejo plausibilidade”, disse ele.
O promotor enfatizou que a nova unidade prisional, que foi reformada e é mais moderna, oferece condições muito superiores às do antigo presídio. Segundo ele, o local atual é adequado tanto para a custódia dos policiais quanto para garantir os direitos deles, afirmando: “O presídio atual é novo, é reformado, ele tem muito mais condições que o outro.”
A transferência dos policiais para a unidade da BR-174 ocorreu em maio de 2023, após uma fuga de 23 policiais militares do antigo Núcleo Prisional, registrada em 27 de fevereiro. Esse incidente levou à deflagração da Operação Sentinela, que investiga a possível facilitação da fuga por policiais que estavam de serviço.
Durante a operação, dois policiais militares foram presos preventivamente. Starling garantiu que as circunstâncias do motim serão investigadas e que as provas coletadas ao longo das investigações serão encaminhadas ao Ministério Público. A apuração incluirá sindicâncias internas e um Inquérito Policial Militar (IPM) para averiguar possíveis crimes relacionados ao motim, com o promotor afirmando que “estão adotando todas as providências necessárias”.
Fonte: Amazonas Atual