Protesto dos Amarelinhos revela atraso de três meses em subsídio de Renato Junior
Trabalhadores do transporte alternativo em Manaus, conhecidos como Amarelinhos, paralisaram atividades por conta de três meses de atraso no pagamento do subsídio estudantil.

No dia 2 de novembro, os trabalhadores do transporte alternativo, conhecidos como Amarelinhos, realizaram uma paralisação na avenida Grande Circular, localizada no bairro Jorge Teixeira, zona leste de Manaus. A revolta da categoria é resultado de um calote de três meses no pagamento do subsídio da passagem estudantil, que deveria ser repassado pela gestão do prefeito Renato Junior.
A falta de repasses da Prefeitura de Manaus gerou um caos no trânsito local, com os manifestantes fechando a via como forma de protesto. Durante a manifestação, um micro-ônibus foi incendiado; este veículo já havia se envolvido em um acidente com feridos no dia anterior, obrigando o Corpo de Bombeiros a ser acionado para apagar o fogo.
No local da manifestação, faixas com mensagens diretas aos gestores eram visíveis, como “Prefeito, pague nosso subsídio estudantil.” A falta de resposta do Executivo Municipal promete intensificar a crise na capital, trazendo incertezas para os trabalhadores do transporte alternativo.
Sullivan Santos, presidente do sindicato dos Amarelinhos, criticou o prefeito Renato Junior e afirmou que as manifestações continuarão até que suas demandas sejam atendidas. Segundo ele, se o prefeito continuar ignorando as reivindicações, outros veículos poderão ser queimados em diferentes pontos da cidade.
A intervenção da Polícia Militar foi necessária para mediar a situação e liberar o tráfego em intervalos de um minuto. Apesar disso, o congestionamento impactou motoristas e trabalhadores que dependem da principal via da zona leste. Até o momento, Renato Junior não se pronunciou sobre o atraso no pagamento, que gerou a indignação da categoria.
Fonte: D24AM