Quase 200 pessoas em quarentena na Rússia devido a suspeita de peste negra
Autoridades russas isolam 189 pessoas após morte de pesquisadora por peste negra. Investigação sobre contágio e possíveis riscos continua.

A região de Irkutsk, localizada na Sibéria, Rússia, está em alerta após a hospitalização de 189 pessoas que podem ter sido expostas à peste negra, uma das doenças mais mortais da história. As autoridades de saúde mobilizaram equipes para monitorar esses indivíduos, todos considerados contatos diretos de uma jovem que faleceu em decorrência da doença.
De acordo com informações do jornal Moscou Times, os 189 pacientes foram divididos entre dois hospitais locais e estão sendo acompanhados de perto. Além disso, 12 pessoas foram transferidas para um instituto especializado em doenças infecciosas para observação. Até o momento, os exames laboratoriais não confirmaram a presença da doença, embora alguns dos pacientes apresentem sintomas compatíveis.
A vítima, uma pesquisadora de 27 anos vinculada a um instituto que estuda a peste negra, contraiu a forma pulmonar da doença, a qual é considerada a mais perigosa devido à sua capacidade de transmissão entre seres humanos através de gotículas respiratórias. O contágio da jovem está sendo investigado, com hipóteses que incluem uma possível infecção durante uma viagem de trabalho à Buriácia, onde há registros naturais da bactéria, ou um acidente em seu laboratório.
A pesquisadora começou a sentir sintomas semelhantes aos de pneumonia e foi internada em um hospital em Shelekhov na última terça-feira, dia 29. Seu estado de saúde deteriorou rapidamente, levando à necessidade de ventilação mecânica, mas infelizmente ela faleceu dois dias depois. Após seu falecimento, os funcionários do hospital foram colocados em isolamento e a unidade entrou em quarentena.
Diante da gravidade da situação, o governador da região convocou uma reunião de emergência da comissão sanitária, juntamente com a chefe da agência federal de vigilância sanitária da Rússia, Anna Popova. O governo assegurou que todos os contatos da paciente estão sob monitoramento, mesmo que os primeiros testes tenham dado negativos. A peste negra, causada pela bactéria Yersinia pestis, permanece rara, mas não erradicada, com o último caso na Rússia datando de 2016. As autoridades continuam a observar focos naturais da doença, especialmente em áreas próximas à fronteira com a Mongólia.
Fonte: D24AM