Quatro Novas Reservas de Desenvolvimento Sustentável São Criadas no Amazonas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decretos criando quatro novas reservas no Amazonas, totalizando 676 mil hectares de áreas protegidas, visando a conservação e o desenvolvimento sustentável.

Na terça-feira, 8 de setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a criação de quatro novas Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) no Amazonas, durante uma cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília. As novas áreas protegidas somam aproximadamente 676 mil hectares e têm como objetivo proteger a biodiversidade local e os modos de vida das populações agroextrativistas.
O evento, que também celebrou o Dia da Amazônia, contou com a presença do ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco. Na mesma cerimônia, foram assinados contratos de concessão florestal e foram anunciadas iniciativas do BNDES para promover a conservação e o desenvolvimento sustentável na Amazônia.
As quatro novas RDS criadas na região da BR-319 estão distribuídas da seguinte forma: RDS Tupana Igapó-Açu I (114.076 hectares, Borba), RDS Tupana Igapó-Açu II (422.100 hectares, Beruri e Tapauá), RDS Canaã (109.607 hectares, Careiro e Autazes) e RDS Mirari (22.775 hectares, Humaitá). Essas reservas permitirão o uso sustentável dos recursos naturais por seus habitantes, ao mesmo tempo que protegem os ecossistemas locais.
Além das RDS, o decreto também ampliou o Parque Nacional de Sete Cidades, no Piauí, em 7.192 hectares, totalizando agora 13.502 hectares. Essa ampliação visa proteger ecótonos e espécies ameaçadas, além de incentivar o turismo na região. Outros contratos de concessão florestal foram assinados, envolvendo a Floresta Nacional de Humaitá, com previsão de investimentos de R$ 240 milhões.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou, ainda, a destinação de R$ 235,8 milhões para projetos de restauração ecológica e gestão territorial, além de recursos para o projeto Naturezas Quilombolas, que apoia comunidades quilombolas na Amazônia Legal. Os novos contratos e iniciativas visam promover um manejo sustentável e garantir a conservação ambiental na região, beneficiando tanto a biodiversidade quanto as comunidades locais.
Fonte: D24AM