Queimadas em Pracuúba devastam vegetação e preocupam autoridades ambientais
As queimadas na BR-156, perto de Pracuúba, no Amapá, alteram drasticamente a paisagem e geram apreensão entre os moradores e autoridades devido aos riscos de incêndios florestais.

Na região dos Lagos, onde está localizada a cidade de Pracuúba, o impacto da estiagem se faz sentir anualmente, tornando a vegetação local vulnerável ao fogo. Recentemente, imagens capturadas por equipes de fiscalização da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) do Amapá revelaram uma vasta área de mata consumida pelas chamas, especialmente ao longo da BR-156.
A paisagem que antes era verde agora se apresenta coberta por cinzas, resultado de queimadas que atingiram pelo menos 18 pontos na rodovia e nos ramais que conduzem às comunidades. O Painel do Fogo, que agrega dados de satélite sobre focos de calor, tem sido fundamental para o mapeamento dessas áreas afetadas, permitindo um cruzamento de informações com o Cadastro Ambiental Rural (CAR).
A preocupação das autoridades se concentra na destruição da floresta, na fumaça que afeta a saúde dos moradores e nos animais que habitam a região e sofrem com as queimadas. Segundo Waciman Teixeira de Lemos, agente de fiscalização ambiental da Sema, "uma simples queimada pode sair do controle e se transformar em um incêndio florestal", ressaltando a importância de buscar orientação para evitar danos ao meio ambiente e à comunidade.
A economia de Pracuúba é baseada na pesca artesanal, na agricultura familiar, na pecuária de búfalos e em atividades agroextrativistas, tornando a preservação ambiental ainda mais crucial. Em resposta ao aumento das queimadas, a Sema implementou uma portaria que proíbe o uso do fogo no Amapá entre 1º de setembro e 30 de novembro de 2026, orientando a população a não realizar queimadas em terrenos ou áreas com vegetação seca.
O Corpo de Bombeiros local indica que a BR-156 é um ponto crítico, onde a maioria das queimadas suspeitas ocorre. A combinação do capim rasteiro seco e a possibilidade de faíscas se espalharem rapidamente pelo vento intensificam o risco. A operação de combate ao fogo, que começou em agosto e se estenderá até outubro, inclui a mobilização das equipes para prevenir e combater incêndios, com o uso de equipamentos adequados, como sopradores e abafadores. O capitão Alex Afonso, coordenador de Fiscalização Ambiental, enfatiza que "prevenir e combater o fogo é uma responsabilidade compartilhada", incentivando a colaboração da comunidade na proteção ambiental.
Fonte: Portal Amazônia