Queimadas na Amazônia afetam economia e saúde em Manaus
As queimadas em outubro provocaram uma queda significativa no movimento do comércio em Manaus, impactando a saúde e a economia local.

MANAUS – Em outubro, a capital amazonense enfrentou uma severa crise de qualidade do ar, resultante das queimadas que afetam a região. A gerente Kelcy Cruz, que administra uma loja de roupas no Centro de Manaus, observou uma drástica redução no movimento de clientes. Segundo ela, o faturamento da loja caiu aproximadamente 50%, especialmente durante o Dia das Crianças, um período tradicionalmente movimentado.
A má qualidade do ar não apenas afastou os consumidores, mas também gerou sérios problemas de saúde para os trabalhadores. Kelcy relatou que o aumento de síndromes respiratórias e cansaço extremo devido ao calor e à fumaça afetou a presença e a disposição dos colaboradores. Nos últimos dias, Manaus registrou a pior qualidade do ar do Brasil, o que comprometeu a rotina de empresas, escolas e serviços públicos.
Além de impactar o comércio, a situação climática alterou o orçamento familiar, que agora deve priorizar gastos com saúde, como medicamentos e atendimentos médicos, além de serviços de entrega. A economista Denise Kassama destacou que a saúde deve ser a prioridade, levando a uma retração no consumo. Com a orientação de evitar sair de casa, a falta de consumo presencial afeta diretamente as vendas das lojas, comprometendo a geração de empregos.
O biólogo Rogério Fonseca, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), enfatiza a necessidade de ações estratégicas entre as prefeituras e os governos estadual e federal para mensurar as perdas econômicas causadas por eventos climáticos. Ele defende que as estruturas relacionadas a meio ambiente e saúde pública devem trabalhar de forma integrada para enfrentar as crises ambientais, que estão se tornando cada vez mais frequentes e intensas na região.
A situação atual é preocupante, pois os incêndios florestais e as queimadas estão se tornando uma constante na Amazônia, com impactos diretos na economia local, turismo e agricultura. O comerciante Henrique Souza, que atua no setor de cosméticos e alimentos, enfrentou desafios significativos, precisando ajustar sua rotina para minimizar os danos. Enquanto isso, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Manaus monitora a situação de perto, reconhecendo os impactos e buscando soluções para apoiar os comerciantes afetados.
Fonte: Amazonas Atual