Reconstrução do rosto do Homo sapiens mais antigo revela novas facetas
Pesquisadores recriaram a face de um Homo sapiens de 315 mil anos a partir de fósseis no Marrocos. O estudo destaca a importância das técnicas digitais na paleontologia.

No Marrocos, uma equipe de pesquisadores conseguiu reconstruir a face de um dos mais antigos exemplares conhecidos de Homo sapiens. Os fósseis, encontrados em Jebel Irhoud, têm aproximadamente 315 mil anos e foram analisados utilizando avançadas técnicas de modelagem digital para estimar a aparência do indivíduo.
O estudo, que foi publicado na revista científica MDPI, utilizou ferramentas de código aberto para criar uma representação tridimensional do rosto. É importante ressaltar que, como os fósseis não preservam tecidos moles, a reconstrução é uma aproximação e não um retrato exato do indivíduo.
A equipe de pesquisa coletou dados de diferentes fósseis de Jebel Irhoud para elaborar o modelo. O crânio mais utilizado como referência foi o do espécime Irhoud 1, complementado por elementos de outros fósseis encontrados no mesmo sítio arqueológico.
Para construir o modelo digital, os cientistas usaram os programas Blender e OrtogOnBlender, aplicando deformações baseadas em referências anatômicas. A estimativa da espessura dos tecidos faciais foi realizada com a ajuda de dados referentes a pessoas atuais de ascendência africana.
Duas versões da reconstrução foram produzidas. Uma delas, em tons de cinza e sem cabelos, foca na estrutura óssea e nos contornos estimados do rosto. A outra versão, uma representação artística colorida, tenta sugerir características como a pigmentação da pele e a presença de pelos faciais. Contudo, esses elementos visuais são interpretações artísticas, uma vez que não podem ser determinados diretamente pelos fósseis.
Fonte: D24AM