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Reserva de emergência do brasileiro é frágil e não sustenta imprevistos

Estudo revela que 43% dos brasileiros não mantêm reserva de emergência por mais de seis meses. A educação financeira ainda é um desafio para muitos.

Carlos Eduardo Lima2 min de leiturareserva de emergência, educação financeira, investimentos
Reserva de emergência do brasileiro é frágil e não sustenta imprevistos
Foto: (Foto: Divulgação)

A situação financeira de diversas famílias brasileiras apresenta um quadro alarmante. Embora 69% dos entrevistados declarem ter uma reserva para emergências, 43% deles ficariam sem esse recurso em um período de até seis meses. Este cenário é ainda mais preocupante, pois quase um terço da população não possui qualquer quantia guardada.

Os dados foram obtidos no Raio X do Investidor Brasileiro, uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) em parceria com o Datafolha, com foco no ano de 2025. O estudo destaca que muitos brasileiros têm uma “segurança de curto prazo”, que não é capaz de suportar crises mais severas, como perda de emprego ou despesas inesperadas.

Especialistas em finanças apontam que o problema não é apenas a falta de hábito de poupança, mas também a forma como o dinheiro é gerido. Victor Britto, líder da XP em Manaus, destaca que a poupança, que antes era considerada um porto seguro, hoje oferece rendimento insatisfatório e pode levar à perda de poder de compra, especialmente em tempos de necessidade.

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Britto também enfatiza que a construção de uma reserva sólida exige mais do que simplesmente guardar uma quantia quando sobra. É necessário ter constância e definir objetivos claros. O ideal é que a reserva proteja contra pelo menos seis meses de despesas, e recomenda produtos financeiros acessíveis, como Tesouro Selic e CDBs, que oferecem liquidez diária e segurança.

A escassez de uma reserva bem estruturada afeta também o bem-estar emocional da população. A insegurança financeira pode levar a decisões impulsivas e desorganizadas, dificultando ainda mais a recuperação em momentos de crise. O Amazonas, por exemplo, possui mais de 60 mil investidores pessoa física, com cerca de R$ 2,3 bilhões em ativos na B3, mas a educação financeira precisa ser mais bem incorporada na prática. Para Britto, mudar hábitos antigos e adotar investimentos mais eficientes é o caminho a seguir para garantir uma maior tranquilidade financeira.

Fonte: D24AM

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