Terras raras: o novo petróleo e sua importância para o Brasil
O Brasil possui grandes reservas de terras raras, elementos essenciais para a alta tecnologia do século XXI, mas enfrenta desafios na exploração e valor agregado.

O Brasil detém grandes reservas de terras raras, um grupo de 17 elementos químicos da tabela periódica, incluindo os lantanídeos, escândio e ítrio. Segundo o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), embora esses elementos não sejam escassos e possam ser encontrados mundialmente, sua extração é complexa e exige conhecimento técnico e rigoroso controle ambiental.
Essas terras raras possuem propriedades eletrônicas e magnéticas únicas, tornando-se essenciais para diversas tecnologias avançadas. À medida que a demanda por tecnologias mais eficientes e sustentáveis aumenta, a importância desses elementos tem crescido exponencialmente nas últimas décadas, conferindo ao Brasil uma posição estratégica no cenário global, com aproximadamente 21 milhões de toneladas em reservas.
Com essa quantidade expressiva, o Brasil fica atrás apenas da China em termos de potencial geológico, o que representa uma oportunidade valiosa para o desenvolvimento econômico e tecnológico do país. Os principais depósitos de terras raras estão localizados em estados como Goiás, Minas Gerais, Amazonas, Rio de Janeiro e Bahia, mas a exploração no Amazonas, especificamente em Presidente Figueiredo, ainda não está completamente definida.
Em 2025, o Brasil produziu cerca de 2.000 toneladas desse minério, enquanto a produção da China chegou a impressionantes 270.000 toneladas. O IPT destaca que o Brasil ainda se encontra no estágio inicial de exploração, comercializando o minério concentrado entre US$ 5-15/kg, o que levanta questões sobre como o país pode construir vantagens competitivas e desenvolver as capacidades tecnológicas necessárias para maximizar seu valor econômico.
O Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE/MCTI) elaborou um estudo chamado “Terras raras no Brasil: Estado da arte, cenários e um mapa do caminho estratégico para 2026–2040”, que foca na criação de políticas públicas e estratégias para desenvolver uma cadeia nacional do minério. Reunindo especialistas de diversas áreas, o documento visa identificar oportunidades e prioridades para que o Brasil amplie sua participação em segmentos mais tecnológicos e de maior valor agregado.
Fonte: Portal Amazônia