Rio Negro pode enfrentar seca histórica em 2026, alerta Serviço Geológico
O Rio Negro em Manaus pode atingir níveis alarmantes de seca em 2026, conforme relatórios do Serviço Geológico do Brasil. A previsão é preocupante e exige atenção.

Manaus - O Rio Negro, um dos principais rios da Amazônia, pode alcançar níveis próximos aos mais críticos de seca já registrados em Manaus durante a vazante de 2026. Essa previsão alarmante vem do Serviço Geológico do Brasil (SGB), que indica a possibilidade de uma estiagem severa, caso padrões climáticos críticos, semelhantes aos de anos anteriores, se repitam.
Segundo dados do Porto de Manaus, em 30 de junho de 2026, o nível do Rio Negro estava em 28,50 metros, apresentando uma situação de estabilidade, sem registros de enchente e com uma leve vazante de 1,0 cm. Essa situação atual levanta preocupações sobre a possibilidade de uma repetição das secas severas que já afetaram a região.
O SGB, com base em dados históricos coletados desde 1903, elaborou projeções para os níveis mínimos que o Rio Negro poderá atingir em 2026, considerando a média histórica de descida de 11,08 metros. Para melhorar essas previsões, novas tecnologias foram introduzidas, com testes operacionais dos boletins semanais SARDIM a partir de julho, em parceria com o Instituto de Pesquisas Hidráulicas da UFRGS, além de modelos preditivos que utilizam Inteligência Artificial, desenvolvidos em cooperação com a UFSC.
O diagnóstico atual da condição hidrológica revela que a Bacia do Amazonas está em uma fase de transição, com o fim do pico da cheia nas calhas centrais e o início da recessão nas cabeceiras. No Rio Solimões/Amazonas, por exemplo, a estação de Tabatinga já começou a descer suas cotas, embora o pico ainda mantenha algumas estações acima do nível de inundação.
O SGB também ressalta que a situação dos Rios Madeira e Acre continua crítica, com Porto Velho enfrentando decretos de emergência devido ao volume elevado de água. A previsão para 2026, embora similar à de 2023, quando Manaus viveu uma das secas mais severas da história, ainda é incerta. O nível do Rio Negro e a gravidade da situação dependerão das chuvas nos meses seguintes, com riscos significativos para a navegação, abastecimento das comunidades ribeirinhas e aumento das queimadas na Amazônia.
Fonte: D24AM