Rodoviários ameaçam parar 70% da frota de ônibus em Manaus
Rodoviários de Manaus podem paralisar 70% dos ônibus a partir das 4h desta quinta-feira caso salários não sejam pagos até hoje. Situação gera preocupação para os passageiros.

Os rodoviários de Manaus estão prestes a paralisar 70% da frota de ônibus da capital, caso os salários da categoria não sejam quitados até o fim desta quarta-feira, dia 5 de outubro. O alerta foi emitido pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano e Rodoviário de Manaus e Região Metropolitana (STTRM) na manhã de hoje, durante uma coletiva na sede do sindicato.
O presidente do STTRM, Givancir Oliveira, ressaltou que, se os pagamentos não forem realizados, apenas 30% dos coletivos continuarão em operação. Ele expressou a indignação da categoria, afirmando: “É uma humilhação muito grande para um pai de família que trabalha e não recebe no final do mês, impactando diretamente em suas obrigações financeiras”.
Givancir destacou que a categoria havia comunicado com antecedência sobre a possibilidade de paralisação, e que a decisão não foi tomada de forma abrupta. “Nós avisamos com dez dias de antecedência. Se não houvesse o pagamento na data correta, iríamos cruzar os braços”, afirmou, deixando claro que a decisão é irreversível caso os salários não sejam pagos a tempo.
Sobre as justificativas das empresas de transporte coletivo, o presidente do sindicato enfatizou que a responsabilidade de resolver os problemas financeiros é dos empresários. “Se eles não pagarem em dia, a gente para”, disse Givancir, mostrando a firmeza da categoria em relação à situação. Ele reforçou que a paralisação começará nas primeiras horas da quinta-feira, caso a situação não seja regularizada.
O STTRM informou que o depósito dos salários deve ser feito ainda hoje para evitar a interrupção dos serviços. Caso a paralisação aconteça, milhares de passageiros em Manaus serão impactados com a redução da circulação dos ônibus. Até o momento, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) não se manifestou sobre a situação dos pagamentos.
Fonte: D24AM