Seca em Roraima pode reduzir colheita de soja em até 50%
A colheita de soja em Roraima enfrenta sérios desafios devido à seca, com perdas estimadas de R$ 500 milhões. A produção pode cair para 260 mil toneladas em 2023.

A colheita de soja teve início em Roraima, mas a falta de chuvas durante o crescimento das lavouras deve impactar severamente a produtividade da safra. A expectativa inicial era de que o estado superasse 500 mil toneladas do grão, mas agora, conforme a Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja), a colheita pode ficar em cerca de 260 mil toneladas.
No ano anterior, Roraima colheu mais de 430 mil toneladas de soja, mas a situação atual é preocupante. A estiagem, que tem relação com o fenômeno climático El Niño, afetou o desenvolvimento das lavouras e a previsão de colheita deste ano.
O impacto econômico é significativo, pois a Aprosoja estima que as perdas na colheita podem alcançar R$ 500 milhões. Além disso, levando em conta os efeitos nos outros setores do agronegócio, o prejuízo total para a economia de Roraima pode ultrapassar R$ 2 bilhões.
A Fundação Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Femarh) já havia alertado sobre os efeitos do El Niño no estado, que contribuiu para a escassez de água. Na Fazenda Flórida do Norte, situada na zona rural de Boa Vista, as máquinas começaram a colher a soja há poucos dias, e o produtor rural Lucas Cavalcante detalha que a colheita está ocorrendo de forma escalonada.
A soja na propriedade de Lucas tem um ciclo de cerca de 90 dias, mas a falta de chuva impactou o manejo das áreas cultivadas. Embora as primeiras colheitas tenham apresentado resultados satisfatórios, a expectativa para o restante é de produtividade inferior. Lucas destaca que, apesar das adversidades, o agricultor é resiliente e continuará a trabalhar para superar os desafios impostos pela seca.
Fonte: Portal Amazônia