Seis em cada dez brasileiros já cederam o CPF para terceiros, aponta pesquisa
Estudo revela que 60% dos brasileiros emprestaram o nome para ajudar conhecidos, mas 34% enfrentaram dívidas. Cuidados são essenciais para evitar problemas financeiros.

A prática de emprestar o nome para auxiliar alguém na obtenção de crédito continua a ser comum no Brasil, mesmo que traga consequências financeiras negativas. Uma pesquisa realizada pela Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box revelou que seis em cada dez brasileiros já cederam o CPF para terceiros.
Entre os que emprestaram o nome, 34% acabaram endividados devido ao não pagamento das obrigações assumidas. Além disso, 29% das pessoas que cederam o CPF se arrependeram da decisão e afirmaram que não fariam isso novamente. A maioria dos empréstimos de nome ocorre entre pessoas consideradas de confiança, sendo 60% dos casos envolvendo familiares, 31% amigos, 14% colegas de trabalho, 11% parceiros e 3% outros.
Aline Vieira, especialista da Serasa em educação financeira, explica que emprestar o nome significa facilitar o acesso ao crédito, seja por meio de cartões, empréstimos ou financiamentos. Mesmo sem utilizar diretamente o recurso, a responsabilidade legal pela dívida recai integralmente sobre quem cede o CPF, o que pode afetar o orçamento e o histórico de crédito.
Esse cenário torna-se ainda mais preocupante frente ao aumento da inadimplência no país. De acordo com o Mapa da Inadimplência da Serasa, mais de 82,8 milhões de brasileiros estão inadimplentes, acumulando um total de 338 milhões de dívidas. No estado do Amazonas, mais de 1,8 milhão de pessoas têm o nome negativado, totalizando mais de R$ 10 milhões em dívidas.
Para evitar prejuízos financeiros e preservar relacionamentos, a Serasa oferece algumas orientações importantes. É essencial avaliar a situação com racionalidade, entender os motivos do pedido de ajuda e ter clareza sobre a dívida. Além disso, é fundamental entender o contexto do pedido e considerar os impactos que dívidas ativas podem ter no futuro financeiro.
Fonte: D24AM