Seis Empregadores do Amazonas na 'Lista Suja' do Trabalho Escravo
Nesta terça-feira (6), o MTE atualizou a 'Lista Suja' e incluiu seis empregadores do Amazonas, totalizando 61 trabalhadores resgatados entre 2024 e 2026.

MANAUS - Seis empregadores do estado do Amazonas foram adicionados à recente atualização da 'Lista Suja' do trabalho análogo à escravidão, divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) nesta terça-feira, 6 de novembro. Essa atualização reflete ações fiscais que ocorreram entre os anos de 2024 e 2026, resultando no resgate de 61 trabalhadores em condições degradantes.
Entre os empregadores listados estão o Centro de Equoterapia Manaus, Francisco Roberto Alencar Bandeira, Gerson Vieira da Silva, Ivan Belizario da Silva e Thiago Trindade de Assis. Notavelmente, Gerson Vieira da Silva figura duas vezes na lista, com registros de ações fiscais realizadas em 2024 e 2025, concentrando a maior parte dos trabalhadores resgatados no estado.
Os registros indicam que, na ação fiscal de 2024, foram resgatados 50 trabalhadores, enquanto em 2025, quatro trabalhadores foram encontrados em situação semelhante. As operações de fiscalização estão relacionadas a atividades de garimpo nas áreas de Itaituba, na divisa entre Amazonas e Pará, além da Calha dos rios Tapajós e Jamanxim.
Outros empregadores mencionados incluem o Centro de Equoterapia Manaus, que teve dois trabalhadores resgatados em uma fiscalização de 2024; Francisco Roberto Alencar Bandeira, com dois resgatados em 2025 em Humaitá; Ivan Belizario da Silva, com dois em 2026, em Apuí; e Thiago Trindade de Assis, que teve um trabalhador resgatado em 2026, em Lábrea.
Essa nova atualização trouxe um total de 82 novos empregadores à lista nacional, abrangendo 21 estados do Brasil e envolvendo 553 trabalhadores em condições análogas à escravidão. Apesar do crescimento do número de inclusões, houve uma redução de 51,48% em comparação à lista divulgada em abril deste ano. Desde 1995, o MTE registrou mais de 70 mil trabalhadores sendo resgatados e mais de R$ 171 milhões em verbas salariais e rescisórias foram pagos a essas vítimas.
Fonte: Amazonas Atual