Servidores de cartório protestam por salários e explicações sobre afastamento
Funcionários do Cartório do 6º Ofício de Registro de Imóveis de Manaus fazem manifestação pedindo salários atrasados e esclarecimentos sobre sua demissão. A situação se arrasta desde junho.

MANAUS – Na manhã desta quinta-feira (27), trabalhadores do Cartório Extrajudicial do 6º Ofício de Registro de Imóveis de Manaus realizaram uma manifestação em frente ao Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). O protesto foi motivado pela cobrança de salários atrasados, verbas rescisórias e esclarecimentos sobre o afastamento do serviço devido a uma intervenção administrativa.
Os manifestantes, que totalizam 33 funcionários, relataram que não recebem seus salários há três meses. O afastamento ocorreu em 17 de junho, após a intervenção da Corregedoria, que investiga possíveis irregularidades envolvendo os trabalhadores em uma transferência imobiliária.
Uma das participantes do protesto, Emanuelle Freitas, que atuou como escrevente cartorária por 16 anos, destacou que o movimento busca uma solução para a situação dos funcionários. Ela expressou a frustração da equipe ao não receber os direitos trabalhistas e questionou a responsabilidade da Corregedoria-Geral de Justiça do Amazonas, que não teria fornecido informações sobre as denúncias de irregularidades feitas pelos trabalhadores.
A Corregedoria-Geral de Justiça do Amazonas afirmou em nota que a relação trabalhista dos funcionários é estabelecida exclusivamente com o delegatário do cartório, sob a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O órgão ressaltou que cabe a Justiça do Trabalho resolver eventuais litígios trabalhistas, e não à Corregedoria.
Maria do Socorro Oliveira Aguiar, uma das servidoras afetadas, relatou que, desde seu desligamento, depende da ajuda de familiares para suas despesas básicas e não consegue arcar com custos de medicamentos essenciais. Ela pediu uma resposta rápida das autoridades sobre o pagamento de seus direitos trabalhistas, que considera urgentes, uma vez que as contas não esperam.
Fonte: Amazonas Atual