Setor agrícola do Amapá fatura R$ 270 milhões em 2025, com destaque para o açaí
Em 2025, o setor agrícola do Amapá faturou R$ 270 milhões, com destaque para o açaí e crescimento na piscicultura e pecuária. Amazonbai fechou contrato de exportação para a China.

Em 2025, o setor agrícola do Amapá registrou um faturamento de R$ 270 milhões, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O açaí foi o principal destaque, respondendo por quase R$ 92 milhões desse total, com uma produção de 30 mil toneladas, o equivalente a um terço do setor.
A produção agrícola do estado apresentou um crescimento expressivo, saltando de R$ 150 milhões para R$ 270 milhões em 2025. Após o açaí, a mandioca foi o segundo produto mais relevante, com faturamento de R$ 63 milhões.
O pesquisador do IBGE, Raul Tabajara, explicou que o diferencial do setor foi a inclusão do cultivo conduzido do açaí, que impactou diretamente o PIB agrícola do Amapá. "O setor agrícola saltou de R$ 150 milhões para R$ 270 milhões. Só o açaí plantado e manejado no estado gerou R$ 92 milhões. O diferencial foi a inclusão do cultivo conduzido, que impactou diretamente o PIB agrícola do Amapá", afirmou Tabajara.
A produção de açaí é suficiente para abastecer o estado, mas uma parte significativa é exportada. Cerca de 45% do consumo local vem das ilhas do Marajó. Em 2025, o cultivo de açaí superou a área extrativista, que registrou 11 milhões, conforme o IBGE.
No mercado internacional, a cooperativa Amazonbai assinou contrato para fornecer 15 mil toneladas de açaí à China até 2031, acordo firmado durante a Sial China, maior feira de alimentos da Ásia, em Xangai. A Amazonbai integra a Rota do Açaí, parte da estratégia Rotas de Integração Nacional, que fortalece sistemas produtivos locais e promove o desenvolvimento sustentável. As vendas ainda aguardam a certificação GACC, exigida para exportação à China.
O setor agropecuário do Amapá também apresentou avanços em outras áreas. Na piscicultura, houve crescimento de quase 4% em 2025, com o tambaqui sendo o peixe mais produzido, seguido de tambatinga e pirapitanga. Na pecuária, o rebanho bovino cresceu pouco mais de 6%, chegando a 60 mil cabeças. Os bubalinos continuam em destaque, com mais de 346 mil animais registrados, tornando o Amapá o segundo maior produtor de búfalos do país, atrás apenas do Pará.
Por Mariana Ferreira e Mayra Carvalho, da Rede Amazônica AP
Fonte: Portal Amazônia