Startup de Rondônia se destaca com tecnologia para combater Aedes aegypti
A Ecotech Amazônia, de Rondônia, foi habilitada pelo Ministério da Saúde para integrar o InovaSUS Digital com uma solução inovadora de IA contra o mosquito Aedes aegypti.

A startup Ecotech Amazônia, originária da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), foi habilitada pelo Ministério da Saúde (MS) para fazer parte do Laboratório InovaSUS Digital. Essa inclusão, anunciada no final de abril, sinaliza um avanço no protagonismo da Amazônia no desenvolvimento de soluções tecnológicas voltadas para o Sistema Único de Saúde (SUS).
A Ecotech Amazônia foi selecionada através de um chamamento público conduzido pela Secretaria de Informação e Saúde Digital do MS. A startup agora integra um banco estratégico de instituições que estão aptas a desenvolver projetos para o SUS Digital e para o programa Agora Tem Especialistas, o que representa um passo significativo na luta contra as arboviroses.
A principal inovação da startup é a plataforma EGGSCAN-AI, que foi criada para monitorar o Aedes aegypti, um desafio que surgiu devido à baixa qualidade das amostras coletadas nas ovitrampas. Essas amostras frequentemente apresentavam sujeira e outros insetos, dificultando a identificação dos ovos do mosquito, que são extremamente pequenos.
De acordo com Ilton Alves, coordenador do programa, o desenvolvimento da plataforma enfrentou obstáculos técnicos significativos. Para resolver o problema, a equipe utilizou scanners de impressoras comuns para gerar imagens de alta qualidade, permitindo o treinamento da inteligência artificial e superando um dos principais desafios do projeto.
A EGGSCAN-AI se destaca por sua acessibilidade, pois não requer equipamentos de alto custo. A tecnologia foi desenvolvida para operar com um scanner doméstico e em uma plataforma web, permitindo que municípios com recursos limitados possam também utilizá-la. Testes realizados em 130 palhetas mostraram uma precisão de cerca de 98% em comparação com contagens manuais, o que promete aumentar a capacidade de monitoramento sem a necessidade de ampliar equipes.
Fonte: Portal Amazônia