Suplente de Davi Alcolumbre é indiciado pela PF por corrupção e fraudes
Breno Chaves Pinto, suplente do senador Davi Alcolumbre, é indiciado pela PF por associação criminosa e corrupção em licitações do Dnit no Amapá.

SÃO PAULO – A Polícia Federal (PF) indiciou o empresário Breno Chaves Pinto por seu suposto envolvimento em um esquema de fraudes relacionadas a licitações do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) no Amapá. Chaves, que atualmente é o segundo suplente do senador Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, é acusado de crimes como associação criminosa, tráfico de influência e corrupção ativa.
O jornal O Globo reportou que a PF concluiu um inquérito que investigou indícios de irregularidades nas concorrências do Dnit no estado que Alcolumbre representa. Além de Breno, Marcello Linhares, superintendente regional do Dnit no Amapá, também foi indiciado, enfrentando acusações de associação criminosa, violação de sigilo funcional e fraude à licitação.
A defesa de Breno Chaves Pinto afirmou que se manifestará somente após ter acesso ao relatório final da investigação. Em nota, Alcolumbre ressaltou que não tem qualquer relação com as atividades empresariais de seu suplente e que não interfere nas decisões administrativas do Dnit, que são de competência exclusiva dos órgãos responsáveis.
As investigações da PF começaram em julho do ano passado, quando a operação foi deflagrada para apurar fraudes no Dnit em Macapá. A polícia alegou que Breno Pinto utilizava a influência política que tinha como suplente de Alcolumbre para desviar recursos em licitações, caracterizando o crime de tráfico de influência. Um juiz federal apontou que Breno é considerado a figura central do esquema, operando com influência institucional no Dnit no Amapá.
Com a conclusão do inquérito, a Justiça Federal do Amapá agora deve enviar o processo ao Ministério Público Federal, que decidirá se são necessárias novas investigações ou se já é possível iniciar uma ação penal contra o empresário. O caso inclui documentos e mensagens trocadas entre Breno e Linhares, onde eles discutem licitações e a liberação de recursos federais, indicando a profundidade da relação entre eles e as práticas investigadas.
Fonte: Amazonas Atual