Taiwan reafirma soberania após advertência de Trump sobre independência
Taiwan reafirmou sua soberania após advertência de Trump sobre independência formal. O presidente Lai Ching-te defende independência prática. Xi Jinping alertou sobre risco de conflito.

O governo de Taiwan reafirmou neste sábado (16) que é uma nação democrática, soberana e independente, em resposta a advertências do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra uma declaração formal de independência. A manifestação ocorreu após Trump concluir uma visita oficial à China.
A escalada verbal evidencia a delicada balança geopolítica na região, pressionada pelas recentes conversas entre Trump e o presidente chinês, Xi Jinping. Durante a cúpula bilateral, Xi Jinping alertou Trump de que uma gestão equivocada sobre a questão de Taiwan poderia desencadear um conflito aberto.
Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores de Taiwan destacou que o território não está subordinado à República Popular da China. A declaração rebate pressões externas e defende a legitimidade do apoio militar norte-americano, ressaltando que o fornecimento de armas por Washington está respaldado por lei e serve como pilar de dissuasão conjunta contra ameaças regionais promovidas por Pequim.
A reação de Taiwan foi motivada por declarações de Trump ao canal Fox News, nas quais o presidente norte-americano sinalizou desinteresse em um eventual envolvimento militar dos EUA caso uma invasão chinesa seja provocada por Taipé. Trump afirmou: "Não tenho vontade de que alguém declare a independência, sabem, supondo que temos de percorrer 15.000 quilômetros para ir para a guerra. Não busco isso. Quero que eles se acalmem. Quero que a China se acalme." Ele também informou que pretende tomar uma decisão em curto prazo sobre o envio de armas e que consultaria Xi Jinping sobre o tema.
Historicamente, a legislação dos EUA obriga o país a fornecer meios de defesa a Taiwan, mas mantém uma postura de ambiguidade estratégica sobre intervir diretamente ou não em um conflito armado. Atualmente, o presidente de Taiwan, Lai Ching-te, defende que a ilha já opera de forma independente na prática, tornando desnecessária uma declaração formal de independência. Como parte de sua defesa, o Parlamento de Taiwan aprovou recentemente um pacote de US$ 25 bilhões para gastos em defesa, destinado à aquisição de armamentos pesados dos Estados Unidos. Paralelamente, a porta-voz da presidência taiwanesa, Karen Kuo, afirmou que recebeu garantias de Trump e do secretário de Estado, Marco Rubio, de que a política dos EUA para a região segue inalterada.
Fonte: D24AM