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Tensão no STF: Moraes e Mendonça discutem durante julgamento de investigação

Durante sessão do STF, ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça trocaram acusações sobre a Polícia Federal e corrupção política. A abertura de investigação contra Moraes está em pauta.

Carlos Eduardo Lima2 min de leituraSTF, Polícia Federal, investigação
Tensão no STF: Moraes e Mendonça discutem durante julgamento de investigação
Foto: (Foto: Reprodução)

Em Brasília, a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (15) teve momentos de tensão entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. O julgamento está focado na decisão de abrir ou não uma investigação contra Moraes, que questionou diretamente Mendonça: "Quem tem medo da Polícia Federal, presidente?" Ao que Mendonça respondeu que não se tratava de medo, mas foi interrompido por Moraes, que insistiu na pergunta.

As discussões se tornaram ainda mais acaloradas quando Moraes acusou Mendonça de estar agindo em favor de um grupo político que tentou dar um golpe no país. Moraes sustentou que possui testemunhas que afirmam que Mendonça teria solicitado à PF que colocasse um ministro em colaboração premiada. Essa troca de acusações deixou a atmosfera da sessão bastante tensa e evidenciou a divisão entre os ministros.

A sessão foi presidida pelo ministro Edson Fachin, que explicou que, devido à gravidade das alegações, o plenário do STF é o juiz natural para lidar com o caso. Fachin também fez questão de esclarecer que a remessa do processo à Presidência não foi uma ordem, mas uma decisão voluntária do relator André Mendonça, o que foi confirmado por ele.

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O embate institucional começou com Flávio Dino, que pediu a Fachin que aplicasse o artigo 67 do Regimento Interno do STF para redistribuir o caso por sorteio, uma vez que o regimento proíbe que o presidente faça autodesignação de relatoria. Dino ressaltou que a observância rigorosa das normas é crucial para garantir a integridade do Judiciário e evitar que decisões se tornem meras vinganças.

As críticas à atuação da Polícia Federal também estiveram em destaque. Gilmar Mendes expressou sua indignação sobre a decisão de Mendonça de afastar o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, alegando que isso representa uma falta de respeito à instituição. Luiz Fux, por sua vez, mencionou que, apesar de seu respeito pela PF, o órgão parece estar agindo de forma a desviar-se de suas funções principais, o que é preocupante. A sessão continua com a expectativa de novos desdobramentos sobre o caso.

Fonte: D24AM

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