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Teste rápido identifica nematóides em lavouras de soja no Mato Grosso

Pesquisadores da Unemat em Nova Xavantina desenvolvem teste rápido para detectar nematóides fitoparasitários na soja, visando reduzir perdas bilionárias na agricultura.

2 min de leiturasoja, pesquisa, nematóides
Teste rápido identifica nematóides em lavouras de soja no Mato Grosso
Foto: Projeto está criando teste que lê DNA da terra e consegue identificar, de forma rápida e precisa, várias espécies de vermes inimigos da soja em um único exame de laboratório. Foto: Rodrigo Spyer

Uma pesquisa realizada em Nova Xavantina, Mato Grosso, está desenvolvendo um teste rápido que utiliza diagnóstico molecular para identificar nematóides fitoparasitários que prejudicam as lavouras de soja. O projeto é conduzido por pesquisadores da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e visa combater pragas que podem causar prejuízos significativos ao setor produtivo local.

Os nematóides são vermes microscópicos que habitam o solo e se alimentam de plantas. Embora existam espécies benéficas, os fitoparasitários, como Heterodera glycines e Meloidogyne javanica, são conhecidos por atacar raízes, caules e folhas, sendo uma das principais causas de perdas agrícolas em nível global. Diante disso, a iniciativa da Unemat é crucial para o manejo eficiente das lavouras.

O novo teste desenvolvido pelos pesquisadores utiliza duas técnicas avançadas: metagenômica e qPCR (reação em cadeia da polimerase em tempo real). A metagenômica possibilita uma análise abrangente do DNA presente em uma amostra de solo, enquanto o qPCR permite visualizar em tempo real a presença e a quantidade de nematóides na amostra testada, tornando o processo mais ágil e preciso.

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A técnica multiplex é uma das inovações do teste, permitindo que múltiplas espécies de nematóides sejam detectadas simultaneamente. Isso representa uma melhoria significativa em relação aos métodos tradicionais que são mais lentos e propensos a erros. A pesquisa foca em espécies que ameaçam a cultura da soja em Mato Grosso, contribuindo para a sustentabilidade agrícola na região.

Além do teste, a pesquisa também está criando um banco de dados molecular que ajudará na detecção precoce das pragas, facilitando o manejo integrado e minimizando as perdas econômicas, que são estimadas em bilhões de reais por safra. A iniciativa é coordenada por Wigis Pereira Peres e orientada por Joaquim Manoel da Silva, ambos da Unemat, e é apoiada por fundos estaduais e federais, consolidando um polo de biotecnologia no interior do estado.

Fonte original

Portal Amazônia

Este artigo foi reescrito com base na matéria original publicada em Portal Amazônia. Acesse o link acima para ler o texto completo na fonte.

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