Transporte de Eleitores Indígenas do Vale do Javari é Garantido pela Prefeitura
A Prefeitura de Atalaia do Norte vai transportar indígenas para o segundo turno das eleições 2026, após o TRE-AM negar pedido de apoio logístico da Univaja.

A Prefeitura de Atalaia do Norte, situada no interior do Amazonas, anunciou que disponibilizará transporte para os eleitores indígenas das comunidades do Vale do Javari durante o segundo turno das eleições de 2026, marcado para este domingo, 25 de outubro. A decisão surge após o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) ter negado um pedido de apoio logístico feito pela União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja), alegando que a solicitação foi feita fora do prazo estabelecido.
Em uma conversa com o Grupo Rede Amazônica, o prefeito Denis Paiva revelou que a prefeitura já está se mobilizando para o transporte de combustível, que será utilizado pelas comunidades para garantir o deslocamento até os locais de votação. Ele destacou que a prefeitura está comprometida em manter esse apoio no segundo turno, em colaboração com a Univaja.
No entanto, o prefeito também reconheceu que a seca dos rios pode dificultar o acesso a algumas comunidades. Ele comentou que as condições climáticas têm tornado as viagens mais lentas e complicadas, afirmando que “todas as comunidades sejam atendidas, talvez alguma tenha dificuldade” devido à estiagem.
O Vale do Javari, que se localiza no extremo oeste do Amazonas, abriga várias comunidades indígenas que dependem dos rios para se locomover entre aldeias e locais de votação. Com a baixa dos níveis dos rios, a navegação se torna mais desafiadora, aumentando o tempo de viagem e complicando a logística de transporte.
O TRE-AM havia negado o pedido da Univaja que solicitava transporte fluvial, água potável e alimentação para eleitores de 44 aldeias indígenas, com a decisão sendo proferida pela juíza da 42ª Zona Eleitoral, Dálethe Borges Messias. O tribunal argumentou que o pedido foi feito fora dos prazos adequados e que não havia previsão orçamentária ou viabilidade logística para atender à demanda. Diante dessa negativa, a prefeitura e a Univaja estão buscando alternativas para garantir que os indígenas possam exercer seu direito de voto.
Fonte: Portal Amazônia