TRE-AM e líderes indígenas definem logística para eleições no Vale do Javari
O TRE-AM se reuniu com lideranças indígenas para organizar o transporte de eleitores do Vale do Javari para o segundo turno das eleições de 2026, garantindo acessibilidade e inclusão.

Manaus - O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) promoveu, na última quarta-feira (21), uma reunião com lideranças indígenas, autoridades municipais e representantes de instituições públicas. O foco do encontro foi a logística para o transporte de eleitores indígenas do Vale do Javari, localizado em Atalaia do Norte, durante o segundo turno das Eleições 2026.
O evento ocorreu na Câmara Municipal da cidade e contou com a presença de diversos representantes, incluindo a União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (UNIVAJA). Durante a reunião, a UNIVAJA confirmou que os problemas relacionados ao abastecimento de combustível e logística para o deslocamento dos eleitores já foram solucionados, assegurando que todas as aldeias da região estarão atendidas.
A juíza da 42ª Zona Eleitoral, Dálethe Borges Messias, conduziu a reunião e destacou a importância da atuação da Justiça Eleitoral em Atalaia do Norte. Ela enfatizou que o TRE-AM está comprometido em garantir o direito ao voto, levando em consideração os desafios logísticos e as especificidades culturais das comunidades indígenas.
Jaime da Silva Mayuruna, presidente da UNIVAJA, explicou que após diálogo com o Cartório Eleitoral de Atalaia do Norte, as organizações indígenas se uniram para assegurar o combustível necessário para o transporte dos eleitores. Ele também trouxe à tona que, ao contrário do que foi disseminado por parte da imprensa, a população indígena exerceu seu direito ao voto normalmente no primeiro turno, com índices de abstenção semelhantes aos das áreas urbanas do município.
A reunião ainda contou com a participação de outros representantes do TRE-AM e instituições como o Ministério Público Eleitoral e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). Em um documento oficial, a UNIVAJA se retratou e pediu desculpas à juíza Borges Messias, esclarecendo que não tinha conhecimento de um documento anterior sobre o transporte eleitoral, que foi considerado uma conduta isolada. O TRE-AM também solicitou a apresentação, por parte dos indígenas, de informações sobre as embarcações que serão utilizadas no segundo turno, visando garantir transparência e eficiência na logística eleitoral.
Fonte: D24AM