TRE-AM inicia capacitação para auditoria das urnas eletrônicas em 2026
O TRE-AM começou, nesta terça-feira (1º), o treinamento para auditores das urnas eletrônicas que atuarão nas Eleições 2026, com duração de quatro dias.

O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) deu início, nesta terça-feira (1º), ao treinamento das equipes auxiliares que participarão da auditoria das urnas eletrônicas nas Eleições de 2026. Esta capacitação, que será conduzida pela Comissão Permanente de Auditoria da Votação Eletrônica (CAVE), conta com a participação de 280 servidores públicos de diversas instituições e terá uma duração de quatro dias.
A CAVE, presidida pelo juiz Marcelo Manuel Vieira e coordenada pela analista judiciária Marilza Moreira, tem como principal objetivo preparar os participantes para realizar as etapas da auditoria de forma correta. O treinamento inclui orientações sobre o funcionamento das urnas eletrônicas, as normas aplicáveis, o fluxo de trabalho e as atribuições de cada membro da equipe, além do uso do Sistema de Apoio à Votação Paralela (SAVP).
A abertura do treinamento foi realizada por Ranieri Cordeiro, supervisor do Teste de Integridade. Os participantes terão acesso a atividades teóricas e práticas, incluindo simulações das funções que desempenharão no dia da eleição. O intuito da preparação é evitar falhas e garantir que todos os procedimentos sejam executados com segurança, rigor e transparência.
Nas Eleições de 2026, as urnas eletrônicas passarão por dois tipos de auditoria: o Teste de Integridade e o Teste de Autenticidade. O Teste de Integridade, conforme o § 6º do artigo 66 da Lei nº 9.504/1997, verifica se a urna registra e contabiliza corretamente os votos, utilizando cédulas de papel em uma votação simulada. No Amazonas, 20 urnas serão submetidas a este teste, sendo 18 na modalidade convencional e 2 com biometria.
O Teste de Autenticidade será realizado em três urnas selecionadas nas seções eleitorais antes do início da votação, conferindo a integridade dos programas instalados. Marilza Moreira ressalta que as auditorias são essenciais para demonstrar a confiabilidade do sistema eletrônico de votação. Para ela, essas auditorias comprovam que o voto do eleitor é o mesmo que fica registrado. Participante do treinamento, Marcel Mello, servidor do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região, destaca como a experiência ampliou seu entendimento sobre a segurança da votação eletrônica.
Fonte: D24AM