UEA avança em pesquisas sobre contaminação por mercúrio no Amazonas
O barco-laboratório da UEA, doado pelo Grupo Atem, fortalece estudos sobre mercúrio na Amazônia, reduzindo prazos de análise e aumentando a autonomia científica.

As expedições científicas do programa da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) são realizadas com o auxílio do barco-laboratório Roberto dos Santos Vieira, que foi construído e doado pelo Grupo Atem. Essa iniciativa visa apoiar as pesquisas ambientais na região amazônica, um dos ecossistemas mais importantes do planeta.
Com a implementação desse novo laboratório, será possível realizar análises de alta complexidade diretamente no Amazonas, o que diminui a necessidade de enviar amostras para instituições em outros estados ou até mesmo no exterior. Essa mudança representa um avanço significativo na autonomia científica da região, permitindo um processamento mais eficiente dos dados coletados durante as expedições.
Historicamente, parte das análises sobre a contaminação por mercúrio era enviada à Universidade Harvard, nos Estados Unidos, que se tornou parceira científica do projeto em 2023. Agora, com os novos equipamentos instalados na UEA, espera-se que o tempo de entrega dos resultados caia de até três meses para menos de 30 dias.
Os equipamentos serão utilizados pelo Grupo de Pesquisa Química Aplicada à Tecnologia (GP-QAT), que se dedica ao estudo da presença e do comportamento do mercúrio nas espécies da Amazônia. Esse trabalho abrange três formas do metal: mercúrio metálico, mercúrio iônico e metilmercúrio, sendo este último considerado o mais tóxico devido ao seu potencial de bioacumulação e aos efeitos nocivos no sistema nervoso humano.
Além de identificar as diferentes formas de mercúrio nas amostras, a nova plataforma permitirá análises isotópicas, que ajudarão a rastrear a origem da contaminação nos rios da região. O Grupo Atem, um dos maiores conglomerados empresariais do setor de combustíveis e logística do Brasil, tem se destacado por seu compromisso com o desenvolvimento regional e o apoio a pesquisas ambientais na Amazônia.
Fonte: D24AM