Ufopa e Iphan lançam inventário de ofícios tradicionais de quilombolas
Um novo inventário documental e audiovisual foi criado para catalogar ofícios tradicionais de comunidades quilombolas no Pará e Maranhão. O projeto busca valorizar a cultura e patrimônio dessas comunidades.

O Núcleo de Estudos Interdisciplinares em Sociedades Amazônicas, Cultura e Ambiente (Sacaca) da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desenvolveram um importante inventário que documenta ofícios tradicionais de comunidades quilombolas nos estados do Pará e Maranhão.
Esse inventário foi apresentado durante o seminário intitulado Ofícios tradicionais e patrimônio cultural-natural de quilombos do Pará e do Maranhão, realizado nos dias 9 e 10 de abril no campus da Ufopa em Santarém. O evento discutiu os frutos do projeto Patrimônio Cultural-Natural de Quilombos: Novas Experimentações com o Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC), que teve financiamento do Iphan.
O seminário contou com a participação de representantes do Sacaca e do Iphan, além de cerca de 40 lideranças de comunidades quilombolas das duas regiões. Organizações como a Federação das Organizações Quilombolas de Santarém e a Associação das Comunidades Remanescentes de Quilombos do Município de Oriximiná estiveram presentes, representando um total de 16 territórios e 45 comunidades quilombolas que participaram do projeto iniciado em 2024.
Para a realização do inventário, diversas atividades foram implementadas, incluindo entrevistas, questionários, documentação fotográfica, formação e capacitação de quilombolas, mapeamentos e a produção de 11 documentários audiovisuais. Todo esse material será disponibilizado na plataforma do INRC, e os vídeos já podem ser acessados no canal do Sacaca no YouTube.
Durante o seminário, as discussões também abordaram as dificuldades enfrentadas na proteção do patrimônio cultural dos quilombos, destacando a importância da valorização e preservação das tradições locais.
Fonte: Portal Amazônia