UNICEF destaca ações em prol de crianças da Amazônia Legal em entrevista
Layla Saad, representante adjunta da UNICEF, falou sobre as iniciativas da entidade voltadas para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade na Amazônia Legal.

No programa Entrevistas, exibido pelo canal Amazon Sat, Layla Saad, que ocupa o cargo de representante adjunta da UNICEF no Brasil, abordou as ações da entidade voltadas para a Amazônia. O programa, comandado pelo jornalista Wellinton Lopes, visa discutir temas relevantes que afetam diretamente a região amazônica, incluindo as políticas que vêm de Brasília.
Durante a entrevista, Layla Saad enfatizou que mais de 30 milhões de crianças e adolescentes estão vulneráveis a eventos climáticos no Brasil, especialmente ao fenômeno do El Niño. Este fenômeno provoca um aumento anormal das temperaturas do Oceano Pacífico equatorial e tem sérias implicações nas condições climáticas em diversas partes do país.
Saad explicou que as mudanças climáticas têm um impacto severo na educação e saúde das crianças. Em 2024, cerca de 1.700 crianças deixaram de frequentar a escola devido a desastres climáticos, enquanto quase 800 serviços de saúde foram interrompidos, resultando em consequências diretas para o desenvolvimento infantil.
Um exemplo citado foi a fumaça proveniente de incêndios florestais, que afetou Manaus e sua região metropolitana por quase duas semanas. Layla alertou que a exposição à fumaça prejudica seriamente a saúde respiratória das crianças, que estão em fase de desenvolvimento, além de comprometer seu aprendizado devido à interrupção da educação.
A representante da UNICEF também destacou as medidas que a organização está tomando para proteger crianças e adolescentes na Amazônia Legal durante a crise climática. Isso inclui trabalhar junto às comunidades e com o poder público para desenvolver planos de emergência, além de fornecer informações claras para as famílias sobre os riscos que enfrentam. Layla enfatizou a importância de decisões informadas que considerem a realidade das comunidades tradicionais e indígenas.
Fonte: Portal Amazônia