Universidades brasileiras enfrentam queda no ranking global, afetando inovação
Das 52 universidades do Brasil analisadas, 45 perderam posições no ranking mundial de 2026, o que compromete o futuro da inovação no país.

O ranking CWUR 2026, divulgado pela organização Center for World University Rankings, revelou que das 52 universidades brasileiras avaliadas, 45 tiveram queda em suas posições em comparação ao ano anterior. Isso representa uma perda de 87% das instituições do país presentes na lista, enquanto apenas cinco avançaram e duas permaneceram estáveis.
A Universidade de São Paulo (USP) continua a liderar no Brasil, ocupando a 119ª posição global. A UFRJ e a Unicamp seguem na sequência, ocupando as 346ª e 361ª posições, respectivamente. Este cenário é alarmante, especialmente considerando que a competição internacional por pesquisa e inovação está cada vez mais acirrada.
Um fator que contribui para essa situação é a diferença significativa nos orçamentos das principais universidades do mundo e as brasileiras. Por exemplo, a USP tem um orçamento previsto de R$ 9,41 bilhões para 2026, enquanto Harvard, em primeiro lugar no ranking, possui um fundo patrimonial de US$ 56,9 bilhões e um orçamento operacional de aproximadamente US$ 6,7 bilhões por ano.
Além disso, o Brasil tem se destacado negativamente entre os grandes sistemas de ensino superior. Enquanto o país investe cerca de R$ 160 bilhões em ciência, tecnologia e inovação, países como a China e a Coreia do Sul estão ampliando seus investimentos, com a China ultrapassando US$ 569 bilhões, aproximadamente 2,8% do seu PIB, apenas em pesquisa e desenvolvimento.
A situação se agrava ainda mais com os orçamentos limitados de instituições de pesquisa, como a EMBRAPA, que prevê um orçamento de R$ 4,84 bilhões para 2026, e o INPA, que deve receber entre R$ 38 milhões e R$ 41 milhões. Esse cenário evidencia a necessidade urgente de investimento em educação e pesquisa para garantir o futuro da inovação no Brasil.
Fonte: Portal Amazônia