Uso de bacias hidrográficas é reforçado na revisão do Zoneamento de MT
Uma Nota Técnica Conjunta destaca a importância das bacias hidrográficas na revisão do Zoneamento Socioeconômico e Ecológico de Mato Grosso, promovendo uma gestão integrada dos recursos naturais.

A Nota Técnica Conjunta, elaborada por pesquisadores e instituições socioambientais, enfatiza a relevância da adoção das bacias hidrográficas na revisão do Zoneamento Socioeconômico e Ecológico (ZSEE) de Mato Grosso. O documento destaca a consistência científica dessa escolha, que tem o potencial de fortalecer a gestão integrada dos recursos naturais nas bacias hidrográficas.
A revisão do ZSEE avançou com a adoção da Base Hidrográfica Ottocodificada (BHO) como referência para o ordenamento territorial do estado. A divulgação da nota aconteceu na sexta-feira (26), realizada pelo Instituto Centro de Vida (ICV), em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), a Universidade de Brasília (UnB), e o Instituto Socioambiental (ISA), contando com o apoio do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT).
Atualmente, o ZSEE está em fase de revisão técnica, sob a coordenação da Universidade Federal de Viçosa (UFV). Este instrumento é fundamental para o ordenamento territorial, pois define zonas e subzonas e sugere os usos e atividades adequados para cada região, levando em consideração suas potencialidades e restrições, com o intuito de equilibrar o desenvolvimento socioeconômico e a conservação ambiental.
Uma das inovações trazidas pela equipe da UFV é a adoção das ottobacias de nível 6, que são derivadas da metodologia da Base Hidrográfica Ottocodificada (BHO). Essa mudança representa um avanço no planejamento territorial e permite que as características naturais das bacias hidrográficas sejam refletidas no zoneamento, possibilitando uma análise mais integrada dos recursos hídricos e sua relação com os aspectos sociais e econômicos do território.
Lucas Araújo, analista de geotecnologias do ICV, ressaltou que a escolha da BHO como unidade de referência para o planejamento territorial possibilita uma divisão mais eficaz do espaço geográfico, promovendo a integração de fatores físicos, bióticos e socioeconômicos. Além disso, a nota técnica destaca que essa abordagem fortalece a governança participativa, envolvendo diversos atores essenciais na gestão do território, evidenciando o interesse coletivo pela gestão da água e sua relação com o uso das bacias.
Fonte: Portal Amazônia