Venezuela libera 40 presos políticos em acordo com a oposição
Entre sexta e sábado, 40 presos políticos foram libertados na Venezuela após diálogos entre o governo interino e a oposição, mediado pelos EUA.

SÃO PAULO – Um novo grupo de presos políticos foi libertado na Venezuela entre os dias 26 e 27 de setembro, após o encerramento da segunda rodada de diálogo entre o governo interino de Delcy Rodríguez e a oposição, com a mediação dos Estados Unidos. Organizações de direitos humanos relataram que aproximadamente 40 pessoas detidas por motivos políticos deixaram diversas prisões em todo o país.
Entre os libertados, estão cerca de oito mulheres que foram acusadas de “narcoterrorismo” em 2021. A ONG ‘Justiça, Encontro e Perdão’ confirmou neste sábado que 39 dessas libertações foram verificadas diretamente. A segunda rodada de negociações entre o governo e a oposição foi finalizada na sexta-feira, dia 25 de setembro.
O avanço do diálogo contou com o apoio dos Estados Unidos, especialmente após a captura do presidente Nicolás Maduro em uma operação militar norte-americana realizada em janeiro. A líder das negociações pela oposição, Dinorah Figuera, expressou o desejo de que “todos os que hoje estão atrás das grades por pensar diferente” sejam libertados.
Figuera também se comprometeu a continuar apoiando os presos políticos e suas famílias, além das ONGs que lutam pelos direitos deles. Segundo dados mais recentes da ONG Foro Penal, divulgados em 18 de setembro, ainda existem 344 presos políticos na Venezuela. Até o momento, a organização ainda não atualizou esse número.
Familiares e grupos de direitos humanos estão pressionando para que a situação dos presos políticos seja incluída nas discussões entre governo e oposição. Oscar Murillo, coordenador da ONG Provea, pediu pela libertação de todas as pessoas detidas injustamente. Entre os libertados estão seis indivíduos envolvidos na “Operação Gedeón”, uma tentativa frustrada de derrubar Maduro, e Frank Cabañas, que tinha ligação com o caso de Óscar Pérez, morto em 2018 durante uma operação militar que organizações afirmam ter sido uma execução extrajudicial.
Fonte: Amazonas Atual