Verão Amazônico de 2026 Trará Calor Extremo e Secas Severas
O verão amazônico de 2026 será marcado por altas temperaturas e seca severa, devido a um forte fenômeno de El Niño, segundo meteorologistas.

MANAUS – O verão amazônico de 2026 promete ser extremamente quente, com temperaturas superiores à média e uma sensação térmica que pode alcançar até 49°C em Manaus. Essas previsões foram elaboradas por especialistas em meteorologia, baseando-se em dados do Censipam (Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia), do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) e da NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica).
De acordo com o analista em Ciência e Tecnologia do Censipam, Nikolai da Silva Espinoza, o período caracterizado pela escassez de chuvas na capital amazonense ocorre tradicionalmente entre julho e o início de outubro. Ele analisou modelos climáticos que indicam a presença de um El Niño forte a muito forte, que será responsável por intensificar o calor na região.
“Os modelos meteorológicos de previsão climática confirmaram que o fenômeno El Niño já estabelecido deve persistir para os próximos meses. Segundo as projeções oficiais, existe a probabilidade de que este El Niño alcance a categoria forte ou muito forte, impactando diretamente as condições climáticas na Amazônia, especialmente com estiagem e altas temperaturas”, afirmou Nikolai.
A meteorologista e professora da Ufam (Universidade Federal do Amazonas), Juliane Querino, corroborou a previsão de um ambiente com calor elevado. “Estamos na estação do inverno, que coincide com o período seco da região, e por isso é popularmente chamado de verão amazônico. A previsão climática para os próximos três meses indica temperaturas mais altas e chuvas abaixo da média”, destacou.
A consultora climática Andrea Ramos enfatizou que o monitoramento do Oceano Pacífico Equatorial confirma a expectativa de calor persistente. “As anomalias de temperatura da superfície do mar já mostram um aquecimento consistente, com valores em torno de +0,7°C na região Niño 3.4, e a probabilidade de continuidade do fenômeno ao longo do segundo semestre é praticamente total. Isso historicamente reduz as chuvas e aumenta as temperaturas na Amazônia”, explicou.
Fonte: Amazonas Atual