Zema propõe novas regras para beneficiários do Bolsa Família
O pré-candidato à Presidência, Romeu Zema, anunciou mudanças no Bolsa Família, incluindo exigências de trabalho para homens adultos. Ele apresentou seu plano de governo em São Paulo.

Em um evento realizado em São Paulo nesta quinta-feira, 16 de novembro, o pré-candidato à Presidência, Romeu Zema, revelou as diretrizes iniciais do seu plano de governo. Entre as propostas estão mudanças significativas no Supremo Tribunal Federal, privatizações de empresas estatais e novas medidas voltadas para a segurança pública.
No que diz respeito à área social, Zema destacou a necessidade de reformular o Bolsa Família, sugerindo a implementação de critérios mais rigorosos para a concessão do benefício. Ele afirmou que homens adultos considerados aptos ao trabalho deverão cumprir novas exigências para continuar recebendo o auxílio financeiro destinado a famílias de baixa renda.
“Existem vagas hoje que não são preenchidas por causa de como o Bolsa Família está desenhado. Marmanjões de 20, 30 anos, o dia todo deitado no sofá, jogando videogame, na rede social. Emprego tem. Eu vou fazer quem recebe Bolsa Família e é do sexo masculino, novo, saudável, ser obrigado a aceitar propostas de emprego. Ou então ter o benefício cortado“, declarou Zema, criticando a situação atual do programa.
Além disso, o pré-candidato sugeriu que os beneficiários do Bolsa Família participem de cursos de qualificação profissional, enfatizando que essa medida visa incentivar a inserção desses indivíduos no mercado de trabalho. Ele frisou a necessidade de que aqueles que recebem o auxílio busquem aprimorar suas habilidades e se preparem para o trabalho.
Em outras áreas do seu plano, Zema propôs mudanças estruturais no Supremo Tribunal Federal, como mandatos fixos para os ministros e restrições ao foro privilegiado. Na economia, ele defendeu um Estado mais enxuto e uma reforma da Previdência focada no equilíbrio fiscal. Já em segurança pública, propôs endurecimento de penas e maior rigor no combate ao crime, incluindo a equiparação de facções criminosas a organizações terroristas.
Fonte: D24AM